''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


10 de dezembro de 2012

Silêncio

"porque hoje, particularmente hoje, há palavras
que me faltam e apenas uma vontade que me
excede: dormir um sono. Profundo. Até que
tudo tenha passado..."





Sofia obrigada por me acompanhar até aqui.Eu volto pra te ver.Prometo.

15 de novembro de 2012

( ... )

Sou como sou.Ajo como deveria agir.Mas sentir é diferente..o tempo passa arrastado e parece que as horas se multiplicaram só pra me fazer uma desfeita,só pra me deixar mais angustiada.Eu procuro desesperadamente ocupar o tic tac do dia-a-dia...em vão por que a mente trabalha de um jeito que eu nem entendo..sou um resquício que ainda deseja ardentemente pegar fogo..sou uma folha que cai mas ainda tenho sonhos de dar frutos..eu grito em uma sala cheia de pessoas e parece que ninguém presta atenção em mim.Não sei mais onde vai dar essa estrada e onde começou..só rezo..rezo para te encontrar pelo caminho..sofro para ir dormir em noites onde nem o que mais me faz vaguear é o suficiente..escrevi páginas e mais páginas neste que me lê, mas não tenho coragem de assumir aqui que o meu sorriso é falso, meus risos são fingidos..e qualquer alegria que eu tenha é triste.
Eu quis matar essa esperança de diversas formas..eu quis,mas sinto ser mais forte que meu querer.Ando por ai olhando em todos os lugares..querendo esbarrar em você..em cada esquina...em cada rua...em cada banco..em cada praça..em cada página que eu leio..em cada música que eu ouço..ando devagar pra que dê tempo de ser alcançada e termino a caminhada sempre em silêncio.
Receio ter perdido o norte...minha bussóla quebrou..mas não..sei exatamente onde quero estar..sei todos os dias e todos os instantes...me perco no sentido de estar começando a sentir que minha mão está balançando sozinha enquanto eu ando..que as pegadas que venho deixando estão sendo apagadas pela areia..eu sinto tanto.Sinto mesmo.
Já sei como é aquele sofrimento...aquele que eu via nelas e não entendia..eu já sei como é..não ter como impedir as lágrimas..um doer por dentro que parece que vai matando tudo que é vida..toda célula..secando toda gotinha de sangue.Não é demais.Não é literal.È um doer que começa não sei como, e não há o que pare.
Eu queria ouvir mais..mais que esse estúpido e distante silêncio.Em que penso e penso e só penso em você.Chega fazendo barulho.


 "A tempestade não se aquietou.E nenhuma luz brilhou.Assim perecemos nós.Cada um consigo a sós.Em tão turbulento mar.Mais que ele sofria ao me afogar."



(Abrindo mais que o verbo:03:21am.De uma sexta que surpreendentemente..choveu.)

2 de novembro de 2012

Intocável

Muito recomendo.Um filme que me deu sorrisos sinceros e aliviados..e me tirou lágrimas de emoção.Emoção em ver a vida tão sofrida de gente que encontra felicidade em momentos simples...emoção mesmo é ter amigos,'companheiros que se apegam m...
ais que irmãos' de quem te passa doses de vida,com sorrisos,com velociodade e até com seu maior problema.Gente que faz parecer pequeno ter funcionando pernas e braços.
E o som francês foi...intocável.
Pra ser mais perfeito..Cine Praia Grande.
 
 
 
INTOCÁVEIS - o filme de maior sucesso do ano pela crítica e público!
Cine Praia Grande: 16hs, 18hs e 20hs
IMPERDÍVEL!!!!!!!!!!!!!!!!!

20 de outubro de 2012

Olha só, o que eu te escrevi

''Alto aqui do sétimo andar
longe, eu via você..
Eu que nunca amei a ninguém
Pude, então, enfim, amar..
Mas
Eu hoje vou pro lado de lá
Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar.
Sei, que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz.
Quem te ver passar assim por mim
Não sabe o que é sofrer
Pois sem ter teu carinho
Eu me sinto sozinho
Eu me afogo em solidão.
Se hoje sem você eu sofro tanto,
Tens no meu pranto a certeza de um amor.
Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim,por isso
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza NUNCA mais.
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu.
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão.
Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.
Então,Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir?
Ninguém vai reparar?
Ahhh
Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
A gente vai saber,
Claro de um trovão,
Se alguém depois
Sorrir em paz
Só de encontrar..
Essa menina não quer mais saber de mal-me-quer
Só do pierrot, pierrot.
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar..e se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar..
Por onde você for.
Eu VOU.''

19 de outubro de 2012

Sem Choro

Dizem que sentir saudade e sentir falta são diferentes...alguém me explicou..mas eu não me lembro.Minha memória não melhorou nada.
Ontem à tarde eu chorei. De frente pro mar.
Chorei porque perdi minha parte sensível em alguma praia deserta que ainda não foi descoberta e fica lá sozinha esperando encontrá-la de novo. 'Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi minha dor e ainda não estou acostumada à ausência dela.'
Eu não deveria te contar isso.Você precisa saber que ando bem..e ando mesmo..eu leio todos os dias..meu texto, revistas..tirando cartazes e panfletos..eu levo livros por onde ando..parece que me sinto acompanhada..tenho tentado ler The walking dead mas fico com medo..acho que não dos zumbis..mas tenho medo de não gostar de saber que alguém que acabei de conhecer já vai morrer na página seguinte..eu tinha tanta coisa pra te falar...espero que você esteja me lendo..eu tomei emprestado os Deletérios de Sofia pra desabafar o que antes era só em você..escrever tem me feito tão bem...tomara que você me leia.
Outro dia eu vi uma senhora na parada...fiquei olhando pra ela,era tão bonita.acho que tinha bem uns 80 anos..mas ela era bonita..ela sorriu pra mim e eu vi que todos os dentes dela eram perfeitos..será que era dentadura?por que eu já vi idosos com dentes de verdade..ela estava maquiada e tinha muitos anéis nos dedos...sabe o que fiz? eu dei boa noite pra ela..e ela me respondeu...delicadamente..não se engasgou,não colocou a língua pra fora e não fez a voz do Boris.Só sorriu e disse um :''Boa Noite Mocinha!Será que aqui passa Vila Maranhão?'' Eu nem sabia que em São Luís tinha uma Vila Maranhão..tsc...tsc.. não ajudei em nada.
Eu perdi 3 quilos..mas não por que eu quis..não fica mal..não tenho tido apetite e forçar comer é pior..por um lado ando até que bem..entrei no vestido que usei pra conhecer Betel..tava no fundo do armário e hoje vou com ele pra reunião.
Vou voltar a dançar..na saída da aula eu fui la ver..entrar na companhia de novo foi tão bom e nostálgico...lembrei das meninas..das danças...eu mesmo de calça e tênis entrei e assisti o Ballet...me deu uma vontade de chorar..mas de emoção..acho que vai ser bom voltar..aquele comprometimento..a disciplina..tinha saudades de lá.
Eu tenho feito coisas sozinha..não por que eu goste..mas por que já entendi que agora sou eu de novo...não do jeito de antes..mas sou novo eu mais forte..mas firme..mais corajosa.Eu quase não uso mais ''eu acho'',''talvez'',''não sei''..até as meninas já notaram isso..eu era uma menina sustentada por fé de mulher...não podia mais ser assim.
Ainda tenho ímpetos...eu sempre vou ter..mas ceder.Não mais.


È Saudade...é falta...Sou eu aqui sem você.
Te amo.Te amo.Te amo.

17 de outubro de 2012

Sem Nós

Entrei em uma fase de silêncio constante.Não gosto mais de som nenhum.De música.De vozes.De ruídos.Andei atenta a como o vento tão silencioso faz sua parte e até pode causar pequenos estragos.Percebi que até a pequena brisa seca da manhã deixa minha janela cheia de gotas..de lágrimas..aqui anda chuvendo..acordo no meio da noite para ver se é minha impressão triste que está movendo o universo..e nada.Só o vento.frio.Mas quando acordo eu vejo..elas deslizam..caem sobre as minhas mãos e penso em poder conte-lás,mas não dá..Sonhei com um dia ensolarado e acordo todo dia cinza...nem mais o amarelo da minha parede sobresai a neblina inebriante.Lembrei daquela pequena aurora no sul..mas são as lembranças que levam umas as outras..tais lembranças que ainda me rodeiam por mais que eu tente assistir como se fosse um belo filme..eu choro no final..mesmo já sabendo o que é.Eu sempre choro no final..eu mudei algumas coisas aqui..queria te mostrar...mudei por fora e mudei por dentro..deixei mais espaço para me movimentar..mesmo que andar da cama até a janela seja tão dificíl...queria te mostrar que mesmo com tantas coisas fora do lugar ainda há registros de um tempo que me deixou ser completamente feliz..ainda é o mesmo piso azul..mas o teto desaba sempre quando chega a noite..ainda tem livros...entre eles...nossas letras..nossos segundos..nosso mortos medos.Não sei se ousar dizer ''nossos'' pode causar um tufão do outro lado do mundo..mas tenho que achar uma forma de fazer exister um ''ambos''.um ''eles''.um ''a gente''.




Saudade.

16 de outubro de 2012

Sem Fim

"O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa."

Martha Medeiros
 



*Agora você também escreve nos Deletérios de Sofia.È só deixar um comentário aqui em baixo que eu leio e publico se gostar!
 

15 de outubro de 2012

Sem Título

E apagaram-se as luzes.eu que tanto tenho medo do escuro.durmo toda noite coberta de saudade.desejando que tudo isso seja um pesadelo e que quando eu acordar vou ouvir palmas e assovios pela interpretação.como dizer a eles o que se passa aqui?como explicar que nada disso importa pra mim?que meu alimento,meu cobertor.meu teto é teu amor?Eu resoluta procuro atear fogo em todos os sentimentos negativos..penso em entender cada vez mais o que me levou a ver o vento passar ao som da minha banda favorita e não ter você para contar..penso em jogar fora planos e até deixar que aquele monstro seja mesmo parte de uma mobília velha.Não há mais nada em mim do que esperança..para sofrer..por que sofrer é viver e viver tem sido pior do que tudo.
Eu sinto as horas,os minutos,os segundos passando doloridos e arrastados..e nem ao menos o tic tac me incomoda.Minhas palavras escritas doem.minhas letras dilatam.
Minha letra não tem melodia.não tem arranjo.so soa vazio e seco.


..é eu preciso dizer que te amo..

14 de outubro de 2012

Sem Nome

''Nenhum sentimento chega perto do sentimento. Nenhum ódio ou saudade ou desespero é do tamanho do que eu sinto e que não tem nome. Não sei o nome porque isso que eu sinto agora chegou antes de eu saber o que é. Acabou antes do verbo. Ficou tudo no passado antes de ser qualquer coisa. Forço um pouco e penso que o nome é morte. Me sinto morta. Sinto o mundo morto. Mas se forço um pouco mais, tentando escrever o mais verdadeiramente possível, percebo que mesmo morte é muito pouco. Eu sem nome você. Eu sem nome nós. Eu sem nome o tempo todo. Eu sem nome profundamente. Eu sem nome pra sempre.''




Sofia escreve agora em ponto.e ponto.

9 de outubro de 2012

Salve Sofia

Eu fico bem.até ficar sozinha.e ultimamente rodeada de gente.me sinto sozinha.

31 de janeiro de 2012

31

Eu não sou Adele..bem que queria deleitar minhas mais infortunas desilusões em um 'Someone like you' por ai..mas não haveria igual..nem compararia..me sentei aqui a frente deste que me embranquece a vista sem nenhuma expectativa..não levei fé em escrever hoje e por falta não de inspiração..mas por pura 'sonvinagem' em despir minhas palavras..quis guarda-las aqui como um passsarinho enjaulado..''que cante e voe só para mim''..em espaço pequeno e cheio de neblina..meio neblina..que enxergo assim..levo as mãos aos olhos, mas mesmo assim não consigo ver nada mais claramente...minha mente anda trabalhando de um jeito meio preguiçoso..e isso tem sido infrutífero a ponto de vir aqui olhar as linhas brancas implorando para serem preenchidas e simples e descaradamente me apossar das versões mais melosas e romanticas de corações alheios e a mercê...inertes por ai...enquanto o meu...luta por sonhos impossíveis..e lá vem Adele..ou como alguns diriam Adellll.....enrolando a língua...e deixando mudo o ''eeele''.
Não há muito que se possa fazer..a não ser um chocolate bem quentinho e fincar a frente da televisão curtindo choros e lágrimas..tão preciosas...as minhas que ha tanto tempo não as vejo rolar...e esse momento de pura falta de lucidez..rendeu umas poucas e mortas letras...juntas que nem mesmo sei o que querem dizer...por que a disposição de ver,ouvir ou sentir anda ausente...prefiro sentar e assistir..não como uma fuga..mas um caminho de paz...mais paz..clamando por uma paz que a tempos não sinto..buscando respostas no vento forte ou no vento calmo...buscando forças..em um brilho quase apagado de esperança.
Não soou como a uma canção de amor..ou de dor..mas um alívio súbito surgiu...não há uma platéia...não há..mas eu cantei aqui agora uma canção muda..nada no nível Adeelll...mas já é um sucesso.

If It Hadn't Been For Love

(ADELE)
I never would have hitchhiked to Birmingham
If it hadn't been for love
I never would have caught the train to Louisiana
If it hadn't been for love
Never would have run through the blinding rain
Without one dollar to my name
If it hadn't been, if it hadn't been for love

I never would have seen the trouble that I'm in
If it hadn't been for love
I would have been gone like a wayward wind
If it hadn't been for love
Nobody knows it better than me
I wouldn't be wishing that was free
If it hadn't been, if it hadn't been for love

(Chorus)
Four cold walls against my will
At least I know he's lying still
Four cold walls without parole
Lord have mercy on my soul

Never would have gone to that side of town
If it hadn't been for love
Never would have took a mind to track him down
If it hadn't been for love.
I never would have loaded up a .44
Put myself behind a jail house door
If it hadn't been, if it hadn't been for love.
If it hadn't been, if it hadn't been for love

(Chorus)
Four cold walls against my will.
At least I know he's lying still.
Four cold walls without parole
Lord have mercy on my soul

I never would have hitchhiked to Birmingham
If it hadn't been for love
I never would have caught the train to Louisiana
If it hadn't been for love
I never would have loaded up a .44
Put myself behind a jail house door
If it hadn't been, if it hadn't been for love
If it hadn't been, if it hadn't been for love
If it hadn't been, if it hadn't been for love


(Falei bem de Adele por que comprei o DVD dela, esse show “Live At The Royal Albert Hall” já é sucesso de crítica e ganhou meu coração. Sem sombra de dúvida, ele mostra exatamente porque Adele se tornou uma das maiores estrelas do mundo da música.Ameiii.)

19 de janeiro de 2012

De Drummond

Não há como saber o que se passa se você não abre os olhos..como queria poder fechar os olhos pra toda essa claridade e invadi-la com uma mortifera escuridão,dessas que você prefere fechar os olhos do que enxergar um um vulto clarão..só sei que ando meio flutuante...meio soluvél...facilmente.

"Cantiga de amor sem eira

nem beira,

vira o mundo de cabeça

para baixo,

suspende a saia das mulheres,

tira os óculos dos homens,

o amor, seja como for,

é o amor.


Meu bem, não chores,

hoje tem filme de Carlito.


O amor bate na porta

o amor bate na aorta,

fui abrir e me constipei.

Cardíaco e melancólico,

o amor ronca na horta

entre pés de laranjeira

entre uvas meio verdes

e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,

meu amor, não te atormentes.

Certos ácidos adoçam

a boca murcha dos velhos

e quando os dentes não mordem

e quando os braços não prendem

o amor faz uma cócega

o amor desenha uma curva

propõe uma geometria.


Amor é bicho instruído.


Olha: o amor pulou o muro

o amor subiu na árvore

em tempo de se estrepar.

Pronto, o amor se estrepou.

Daqui estou vendo o sangue

que corre do corpo andrógino.

Essa ferida, meu bem,

às vezes não sara nunca

às vezes sara amanhã.


Daqui estou vendo o amor

irritado, desapontado,

mas também vejo outras coisas:

vejo beijos que se beijam

ouço mãos que se conversam

e que viajam sem mapa.

Vejo muitas outras coisas

que não ouso compreender...''

(Carlos Drummond de Andrade)

(Sofia..volta pra casa..eu faço chocolate quente só pra você.)

10 de janeiro de 2012

...

'Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje… Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina… E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar… Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil, mas choro também.'

(Tati)


Boa Leitura

"Nunca houve corações tão abertos, gostos tão parecidos, sentimentos tão afinados"


(in Persuasão -Jane Austen)

26 de dezembro de 2011

Deletérios do dia

Do meu amor pelas letras,pela escrita,por falar através delas..acho que quem lê aqui tem certeza disso.

É simples..eu só venho aqui quando preciso realmente falar..e eu preciso sempre,mesmo que as vezes por poucas palavras..mesmo que as vezes por imagens ou músicas.

Passo um tempo fugida,mas sempre..sempre volto.

Hoje acordei meio Carrie Bradshaw,vontade de escrever sobre essa ''city'' e a falta que o 'Big' me faz em dias chuvosos..queria muito ter acordado tarde hoje e ter ido almoçar com as meninas...quem sabe planejar nossa viagem para Abu qualquer lugar...ou assistir o sol nascer ao som da Cassia.Se bem que só um almoço bem diferente teria me feito bem feliz...um franguinho grelhado e uma salada com kanni e torradinhas...precisei muito.

Dias em que ''as borboletas não são tão importantes assim.Mas não há nada de tão ruim que um belo cochilo não resolva'',e ajudou bastante... acordar e sentir entrar pela janela um ventinho frio com cheirinho de pão vindo de algum lugar, me invadiu de tal forma que cederia minhas melhores horas só para admirar uma massa crecser envolvida por um atraente vapor.

Sem saber o que fazer, tive um dia incrivelmente pacato mas muito inspirador...daqueles em que tomar um belo banho com sabonete de melão renovou todas as energias e suspendeu a melancolia.

Pensei em sair..ver um filme..mas não me contentaria em assistir mais uma aventura sem profundidade só para passar o tempo..e ficar aqui e ler meu livro me deixou relaxada e foi bastante motivador..como escrever aqui e tentar contar estrelas de um dia que foi meio nublado.Em me entederia..mas Dex...seria contra..por ele estavámos bebâdos e nadando nus por ai..esse  Dex...la estava ele sendo o Dex.

A cidade ainda continua linda...os estudantes sobre testes esperados por mais de um ano..e eu aqui..me sentindo atrás das cortinas...mas louca para estrear...mas me contento só em escrever e ver tomando forma letras que começaram meio embaralhas..e isso sim é o que me traduz.
Boa noite!

(Sofia anda sumida..é culpa do Dex!)

2 de novembro de 2011

...



''Sabe qual é o meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia. Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripada.Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude."

Fernanda Young


Mo Française I











-Ne pense pas une minute que je suis si fragile aussi.

27 de outubro de 2011

My best Friends

Eu sou um resquício de vento nessa tempestade...me sinto meio inerte..mas logo sei que a ela perteço..andei, corri por diversas vezes em busca de respostas a tantas perguntas e mesmo ja tendo aprendido a lição a duras penas eu ainda não sei como agir diante de uma derrocada.por que nos ferimos tanto?por que nos cortamos com tantas plavras jogadas fora?por que sabemos o tamanho do nosso amor e mesmo assim não aceitamos por que o proximo não parece merecer?
Essa é uma ventania daquelas...eu amo minha vida...eu tenho tudo que preciso..ar..alimento..familia..amor..mas ainda sinto que pedaços estão perdidos..nós vemos a todo instante as leis para a sobrevivência mas as rejeitamos.por que?por orgulho?..por que achamos que somos melhores?..por que exergamos os erros dos outros e não vemos o tamanho da trave no nosso olho?...por que nós amamos as qualidades umas das outras mas relutamos em conviver com defeitos, se tudo isso faz parte do que realmente somos?Quem me ama,tem que me amar como todo...inteira...meus temperos e também meus restos.Perder pessoas é muito ruim..é perder história..e perder história é perder raiz,e quem não tem raiz....não tem nada.Todo mundo precisa de raiz.

Eu ja joguei pedras em tetos de vidros e me cortei também..nós sempre nos cortamos.
Sabe por que de tudo isso?sinto falta delas...das minhas almas gêmeas..se é que alguém acredita nisso...mas somos..somos o que em um milhão de pessoas não se encontra..temos diferenças de idades imperceptíveis...somos mimadas e briguentas..mas sabemos melhor do que ninguém como pedir perdão...sabemos melhor do que qualquer grupo de amigas que existe no mundo, nos divertir sem deixar de ser quem somos...somos um misto de euforia com calmaria quando se trata de planejar..esconder e ferir..por que também sabemos disso muito bem...ferir...e as vezes fazemos isso com a inteção de ver sangue.Mas se sabemos tão bem cortar..por que não aprender a cortar as brigas?por que não deixamos de lado um pisão no dedo e seguimos em frente?
Eu já perdi tempo...muito..mas hoje..eu aprendi que não posso exigir nada se eu também sou culpada..não posso chamar atenção pra mim se também existe quem precisa da minha atenção...assim como um beija-flor que carrega água no bico para fazer a sua parte em apagar um incêndio em uma floresta..eu preciso confessar e vou fazer isso publicamente..por que foi a melhor maneira de gritar e não perder o fôlego.

Eu tenho inveja de você...inveja por que ninguém fala melhor de livros e letras como você...ninguém lê tanta coisa ao mesmo tempo e consegue assimilar tudo com tanta intensidade ao ponto de nada passar desapercebido..tenho inveja dos seus cachos..sempre sincronizados mas com tom de rebeldia...tenho inveja da leveza e sutilidade das suas mãos...tenho inveja do seu sorriso metalico que nem se percebe por causa do azul piscina por cima dos seus olhos...inveja da calamaria em lidar com a diversão em pessoa e a luminosidade de quem nem sabe do seu brilho...inveja do seu jeito modesto de exibir o brilho de suas pérolas..inveja do seu parentesco com ela.

Você, que carinhosamente me chama de irmã...que me deixa jogar no seu time mesmo que as vezes eu não me encaixe muito bem nele...você que me  machuca como ninguém me machuca mas cuida de mim..como ninguém saberia cuidar..tenho inveja da sua alegria..inveja do seu fôlego incansável...do seu jeito agridoce de cozinhar tão bem...inveja da sua família que tenho como minha também...inveja das oportunidades que você tem de mostrar seu lado humano...inveja da sua capacidade de se fazer em várias para todas e até pra só uma.Inveja de não ter de verdade o seu sangue.. de não poder estar ao seu lado o tempo inteiro como queria..de quem te tem todo dia e  não valoriza...inveja da sua simplicidade e elegância...inveja do seu sorriso que sempre sai perfeito a cada foto..inveja dos tempos vividos e que não voltam mais.Tenho inveja do fato de que sem você..nada é tão divertido assim.

Assim como se não estamos juntas..nem existe diversão.

Sem você nós não seriamos tão par...Você que é a primeira que conheci que chora e sorri ao mesmo tempo...que tem a magia de menina eternamente em seu jeito...tenho inveja da sua coragem..da sua  beleza por dentro e por fora...inveja da sua bondade e da sua forma estranha de mostrar que ama a gente...inveja da sua discrição...inveja da forma como você levanta o dedo e aponta para o lado quando está nervosa...da sua mania de abrir um sorriso fácil...inveja de ser tão brilhante mesmo não sabendo desse brilho...inveja do seu bilígue jeito de dizer que está aqui pro que der e vier..e sempre está.Tenho inveja do tempo em que éramos tão inexperientes..e sonhávamos com princípes e princesas...inveja do seu conto ainda existir.Mas muita inveja do meu amigo que te escolheu tão bem...e feliz por também ter te escolhido.

Eu tenho medo de acordar um dia e não me lembrar dos nomes de vocês...tenho medo de esquecer os momentos lindos que vivemos...medo de alguém me pedir pra esquecer das melhores companhias para todas as horas...medo de não poder abraçar vocês de novo.
Eu escolhi a inveja que é um sentimento tomado por ruim..para mostrar que a gente encontra um jeito de dizer e fazer as coisas serem boas..que nós temos a capacidade de melhorar.. que mesmo o que parece ser mal pode ser transformado...pode ser movido...pode haver mudança...por que não há nada de mal em voltar atras e pedir desculpa..não há nada de feio em ser humilde e pedir uma nova chance...mudar não tem haver com personalidade..tem haver com caráter..e tem caráter quem se permite mudar.

Eu mudei...e desejo continuar permitindo as mudanças..quem escreve aqui ainda é falha e corre sérios riscos de errar e de ser mal interpretada...mas lembre do que me move...mudar.Fazer acontecer.

I cry for you not to miss.

29 de setembro de 2011

Capítulo 3 ''O Plínio"

-Que diabo tem aqui nessa caixa?

-Eiiii..não fala assim do telescópio...
-Telescópio?!?
-Meu pai fala que daqui da cidade a gente não consegue ver o céu direito por causa da poluição.
(riso de cantinho..)
-Coloca lá em cima...cuidado que essa escada é bem primitiva..não destrói nada..tudo aqui é patrimônio.
-Aquela 'teiona' de aranha ali também é patrimônio?
-Já tava aqui quando cheguei..então ai vai ficar.È patrimônio.
-Haha.Uau.a vista aqui é maneira.
Confesso que fiquei feliz em vê-lo ali parado olhando as janelas dos vizinhos sem nenhuma discrição...o Plínio sempre foi o tipo de cara que você vê entrar na sua vida e não quer mais que saia.Nossa amizade começou bem no começo da faculdade..li o nome dele na lista de inscritos do seletivo e ri um pouco...pelo nome dá pra pensar em um cara tipo executivo,cabelos grisalhos com paletó e pasta na mão...mas o Plínio apareceu sem graça e cavalheiro, ajudando a Sra.Boltivar a guardar nas caixas o famoso tamborzinho..desengonçado mas orgulhoso e de ombros largos..na primeira oficina confesso que fiquei surpresa ao ouvi-lo cantar em umas das apresentações do teatro...o Plínio era especial e levei tempo pra descobrir isso.
-Cê vai mandar alguém pintar aqui?
-Não.eu mesma vou.
-Legal.quer ajuda?
-Quero.
Eu lembro que onde eu olhava ele estava lá...nas discurssões e nas mais furadas tentativas de fazer um curta...ele era meio nerd mas isso não impedia de ser um atleta e ter os sentimentos estampados no rosto e nas afeições.Ele sempre foi muito transparente.Era como se tentasse desesperadamente esconder as bochechas ruborizadas toda vez que estávamos perto..
-Para com isso Sofia.Você tá me assustando.Parece que consegue ver dentro de mim.
-È impossível não ver Plínio.
Durante todo nosso processo de construção da amizade passamos por situações em que nem com minhas melhores amigas eu vivi..o Plínio foi promovido de conhecido inteligente,para amigo quebra-galho e depois para melhor melhor amigo de verdade... o tempo em que precisei dele, ele estava lá.No começo me ignorava e fingia pouca preocupação.Mas depois era impossível não enxergar o quanto ele gostava de mim e eu dele...Nós nunca falamos sobre o que sentimos..não conversavámos sobre nós mesmos..era meio perda de tempo por que eu sempre fui indiferente..e ele...ele sempre esteve lá.Nós nunca dizíamos a verdade.O quanto eu amava te-lo na minha vida era algo que eu jamais ousei dizer.
-Faz quanto tempo que você não beija alguém?
-Algum tempo.
-Você não sente falta?
-Sinto..mas o que realmente me preocupa não é a sexta-feira a noite..e sim o sábado de manhã..a tarde..eu não quero alguém pra passar um tempo...quero alguém pra viver comigo.
Ele tinha uma namorada meio louca que implicava com o cabelo dele e com as aulas de violão..o Plínio sempre foi muito bem cantando..dava show e todo mundo curtia o som que ele fazia..e mesmo depois de ele pintar o cabelo umas cem vezes ela deixou o Plínio por um cara careca e que fazia travesseiros.Foi meio estranho ver aquele cara de 1,90 com um uniforme de futebol chorando na minha calçada..achei estranho..mas muito fofo.
Acho que ele sempre foi um amor de reserva na minha vida e nunca me senti confortável por coloca-lo nessa posição..eu nunca disse o que sentia...mentira.
-Acho que eu amo você.
-Eu tenho certeza.
Não pude dizer mais nada desde esse dia..não enquanto ele estivesse na minha vida como alguém que me faz bem..mas não tem lugar fixo..ele merece mais que essa bagunça na minha casa..mais que essa indecisão na minha vida.E eu ainda não consigo nem saber por onde começar.
Foi ele que encontrou esse duplex..o pai dele tem uma empresa de imóveis e ele só teve que dar uma ''fuçada'' nos registros..e ele sabia exatamente o que eu precisava.O duplex foi uma surpresa..meio cara..mas foi uma surpresa linda..pena que tive que vender o chevete.
-O que você tanto escreve ai Sofia?                                                  
-Nada sobre você..pode ter certeza.
-Vo pedir pizza...
-Você paga.
                                                     (Continua..)

21 de setembro de 2011

Capítulo 2 "Perto da Morte"

A morte nunca foi algo com o que eu soubesse lidar.

Os maiores encontros que tive com ela, ela levou a minha mãe e a luna.A luna morreu ano passado,de uma forma que até hoje não consigo entender...ela nunca foi de amizades com gatos e depois de uma briga meio feia com um gatinho intruso que andava pelo prédio...ela foi ficando doente...teve um derrame...e morreu.Ela foi minha melhor companhia nesses anos longe de casa, meu pai me deu a luna e nunca consegui me separar dela..trouxe ela comigo assim como todas as lembranças do meu berço..chegar em casa e poder saber que aqueles olhinhos brilhantes eram os únicos que me esperavam, me deixaram tão presa a ela que a única referêcia de família que me deixava afagada de uma certa forma, era sentir o cheirinho dela nos meus braços.Perdi uma confidente...uma protetora..a amiga mais leal e dedicada que se teve nóticia...chorei dias e noites e não contive a dor por nenhum motivo..era como se ela merecesse meu sofrimento..era como se eu lhe devesse o luto.
A verdade é que, ao perder a minha mãe eu entendi que perdermos as pessoas que mais amamos pra que de uma certa forma a gente entenda o quão importante ela é na nossa vida...pelo menos foi essa a explicação que a vovó me deu quando soube da mamãe..só queria que o preço desse entendimento não fosse tão alto.
A Duda perdeu o pai...mesmo ela não lidando muito bem com ele... sei que esse enorme vazio faz com que a gente entenda que antes algo o preenchia..e com o passar do tempo não preenche mais.
A vida tem esse jeito meio torto e doloroso de ensinar...a amar quem está perto da morte e amar quem já se foi...a perda nunca foi pra mim um ponto final...eu sempre soube ressurgir com novos sentimentos...mas nunca consegui me livrar dos antigos...minha vida anda meio bagunçada assim como minha cama..minha casa...meu coração...ando sendo consumida com lembranças de um passado empoeirado e triste...mas sei que da minha nova janela um futuro com novas cores e cenários me esperam.Por enquanto, me acostumar com a vida da Sofia por conta dela mesma..morei muito tempo com uma colega...e hoje estou aqui dona de um lugar só meu...só meu...meio solitário e velhinho...mas só meu.
Pensei em espalhar minhas fotos pela casa toda...pensei em pintar tudo sozinha...pensei em não fazer nada hoje...deixar tudo pra amanhã.
Olhando em volta ainda tenho ímpetos de voltar pra casa e pedir abrigo pra quem tanto me faz falta...vontade de sentir outra vez o cheiro dos lençóis limpos...do canto dos passarinhos logo pela manhã...e o cheirinho de terra molhada que todo mundo tanto fala, mas que ninguém entenderia o quanto isso é importante pra mim.Vontade ser protegida...de olhar pela janela e ver o campo verde...o cenário mais lindo pra uma bela foto...fazer quadros com a mão e escrever sem parar para minhas amigas contando o quanto é bom tomar leitinho quente tirado na hora...tenho sim vontade de deixar a realidade e voltar para o conto de fadas que idealizei...mas agora..prefiro sem magia pagar contas e tentar concertar uma instalação de água.
Que bom que tenho onde ficar....que bom que já religuei a água...e comprei uma cortina...só falta agora os olhinhos brilhantes da luna me esperando voltar.
Preciso comprar manteiga e uma xícara...

" Eis o que torna o teu amor mais forte:
  Amar quem está tão próximo da morte."
           (Skakespeare)