''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


23 de agosto de 2010

Grito Mudo

"Eu te amo''
Composição: Tom Jobim / Chico Buarque

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

20 de agosto de 2010

"Herrar é Umano''

Por ser uma eterna estudante, sinto todos os dia o cheiro de muitos livros e folhas avulsas..uma aqui outra acolá...e quanto mais a gente aprende mais inquietante e grandiosa se torna a vontade de repassar o que se sabe...confesso que pouco sei..longe de ser a dona do saber...mas dizem que conhecimento atrofia se não exercitarmos(fala sério!ninguém disse isso!quer dizer..eu disse.Então tá ''dizido''.) Pra não ficar errado...vamos trocar por ''está dito'', mas calma as falhas são de base para aprendermos o certo e exercitar...pode ser quase impossível diante de uma realidade bem diferente..o gosto é adverso pelas letras.E comunicação é essencial, nos leva a criar...oferecer novas ideias,nossas opiniões...a mostrar a nossa cultura e a nossa realidade..mesmo errando...mesmo deslizando...como eu já disse...errar é base.A comunicação escrita muito mais que a oral é nosso auto-retrato..é como espelho de quem nós somos...é o peso da nossa bagagem cultural.São poucas as pessoas que ao receberem uma tarefa de escrever alguma coisa, mesmo um simples bilhete, não fiquem paralisadas e até inibidas...acontece meio que um branco..parece que todas funções somem...é sério...isso acontece bastante..já vi muita gente 'gelar' pra escrever o próprio endereço!Imagina na hora de fazer uma redação de vestibular..de concurso...as pessoas vivem minutos de muita angústia...roem as unhas...mascam a caneta e nada sai.Muitas pessoas preferem falar, conversar ou até convencer através da fala...mas olha só:Falar bem não quer dizer escrever bem.E como já dizia um professor meu..quem não lê, não fala e nem escreve bem.E essa geração definitivamente não lê!E eu não digo ler tudo... por que pra fazer um Orkut você precisa ter ao menos noção de conhecimento básico sobre leitura e escrita..sobre onde mudar sua foto ou adicionar fulano e mesmo assim sai cada pérola que dá enjôo."Tantos estudantes psiquicamente normais,que falam bem, e até com exuberância e eloquência( trema caiu!),no intercâmbio de todos os dias,são desoladores quando se lhes põe um lápis ou uma caneta na mão.''(Mattoso Câmara)
Falo da leitura que amplia seu vocabulário, um bom livro, autores como José de Alencar, Lima Barreto, Machado de Assis... e uns bem legais como Veríssimo e Jabor...que escrevem sobre a realidade mas com muito bom gosto e uma linguagem fácil de compreender.Então como evitar um pânico na hora de escrever seu próprio nome?TREINE!ESCREVENDO TODOS O DIAS.LENDO E ESCREVENDO.Todo mundo tem tempo se você procurar também vai achar...dez minutinhos pra ler e pra fazer uma pequena redação você vai adquirir um grande conhecimento e ele vai te ajudar a descobrir habilidades que você nunca nem imaginou que tivesse.
''Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever.No entanto ele está cá dentro,inquieto,vivo.Ele está cá dentro e não quer sair.''(Drummond de Andrade)

(Não reparem nos erros... este texto é uma ajuda e não uma aula de português!)

19 de agosto de 2010

Lar

Pensei hoje de manhã em um lugar...bem especial...imaginei cada detalhe milimetricamente como tenho dificuldade de fazer em relação a muitas coisas...mas planejei com detalhes quase perfeitos.Pensei em estruturas antes tão decoradas na mente...mas ainda consigo ver por cima de tanta tinta...pensei em cores...cores vivas...alegres da cor dos nossos sonhos...pensei em um paraíso particular...quase impenetrável...com vento frio...mas gostoso,daquele que te arrepia.Pensei em aproveitar tudo ao redor...a luz...o vento...a tranquilidade...a paz.Desfrutar tudo aos poucos...um pouquinho por dia...pra não tirar tudo de uma vez,pensei em um lago...cheio de peixes...indo e vindo..sendo tocado pelo vento com tamanha delicadeza...assim como um beijo...pensei em ouvir o som que faz quando o sol toca na água devergarzinho...quando os raios pedem licença pra iluminar por entre o balanço...pensei em uma ponte pequena...na ponta do lago...uma particular pista de dança...onde só se ouve o som da água...e por ele embalar e improvisar um melodia...pensei em uma grande varanda...ao redor de toda a casa...para todos os lados...para acompanhar a luz do sol e ver o céu por qualquer ângulo...pensei no quarto...iluminado...com uma grande cama e uma janela branca...simples...assim..cheio de amor...impregnado em cada móvel...em cada parede...em cada canto por onde a gente olhar...ver,sentir,tocar esse amor...pensei que esse refúgio pode ser de outro jeito...não seja o que pensei...mas não importa...do jeito que for...será como sonhei....ler todas as tardes grandes romances...assistir clássicos na televisão...e esperar a noite cair pra ir lá fora e ver as estrelas...contá-las...encontrar constelações...e ir dormir...pra acordar no outro dia...e viver tudo outra vez..e outra vez...sentindo a cada dia...que um lar...é onde o amor está.

(Pensei bastante hoje...)

17 de agosto de 2010

Qualquer coisa...


E ela ainda passa muito tempo pensando no que fazer...escolhe por dezenas de vezes a mesma melodia que enjoa até as caixinhas de som...mas parece que cada vez que a música invade o ambiente vem com uma nota diferente...traz uma sensação nova...inexplicável?Eu bem sei caro leitor.Não há como explicar certas sensações...parece que surge assim como um furacão...move tudo e joga lá longe... e só sobram os rastros...de devastação e pó.E quando as sensações se unem...se identificam com os momentos e lembranças é assim...como marteladas no coração...cada vez mais aceleradas e diante de tamanha adrenalina...não há como não se deixar submergir por uma invasão de qualquer que seja a inundação...saudade...medo...amor.
Ela tem ainda muitas perguntas...não respondidas e nem se quer feitas...tem elevações infinitas de desejos...tem choques de realidade nem sempre compreensíveis...tem um quintal cheio flores por regar e frutos a colher.Só queria achar um livro bem grande contendo todas as receitas pra todos os sentimentos mal resolvidos...libertar certos medos...recriar novas formulas...e passar a diante as velhas...queria poder ler todos os dias nele uma história diferente de superação e felicidade...poder anotar ali no canto da pagina palavras novas que amei ter aprendido, pra ficar repetindo até não esquecer...queria inventar finais diferentes para os personagens...tornar possível alguns sonhos mesmo que só no papel...queria que tudo fosse igual...mas também, diferente.
Ela senta diante da teclas de um teclado escuro e empoeirado pra observar um novo mundo...pra comentar sobre ele quando há permissões...ler sobre fins diferentes de poemas e contos...pra conversar por outras janelas e admirar também o quintal do vizinho(pra ver se ele também anda regando seu jardim)escuta sons de diversas formas até mesmo os repete como o início deste tal texto agudo de estranho surgimento disse degraus acima.. e também escreve... coisas sem sentido na tentativa frustrada de poder entender ou até mesmo se livrar de dias assim...que começam sem um sol tão brilhante...fala de forma pouco convidativa e nem espera um mínimo de atenção dos olhares estranhos...mas se encontra aqui de alguma forma..nem que seja pra ficar sozinha fazendo qualquer coisa...


(Sofia hoje...sem definições.)

16 de agosto de 2010

Nossos amigos...

Como por definição esse espaço fala por mim de diversas formas...explica e por vezes aconselha esse ser blogante cheio de minhocas na cachola.
'Ando meio desligado..eu nem sinto meu pés no chão...'uma parte de mim viaja...assim como outra também...e se uma não está feliz, não há como 'um todo' ser 'um todo'.Mas escuta...conheço uma força enorme! Maior que suas pernas gigantes que num passo dão três dos meus... também eu confio...sei da capacidade do coração de transformar o mau em bom.
A vida as vezes é cruel, a gente sabe mais que ninguém e igual a todo mundo... ela nos dá tristezas de presente, pra que a gente aprenda a valorizar as alegrias.Faz bem ver os dois lados das coisas...que há coisas de ruim que acontecem pra coisas boas existirem...como o outono...é triste ver as folhas caírem no quintal e ver árvores antes coloridas se transformarem em cor de chá de boldo...mas logo essa tal descolorida época tem fim..uma nova surge e com um nome tão bonito....primavera!...e tudo volta florir de novo...assim também é a vida...cai pra voltar a florir colorido.Creio que amigos são também assim...fazem parte de cada estação da nossa vida, eles que dão nome aos dias felizes que a gente nunca mais esquece...que nos ajudam a enfrentar os finais de semana mórbidos...que somam e completam nossa vida...e mesmo que o tempo afaste a presença dessas pessoas da nossa vida...com os amigos não há distância, não há tempo,não há falta...pois eles estão dentro de nós...no coração e não há melhor lugar pra guardar eles.


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos pra sempre.
Há duas formas de viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
(Albert Einstein)

13 de agosto de 2010

O que são...

São os passos dela que ele vê...assim...meio torta, meio tímida...mas louca por vê-lo.
São os olhos dele que a fazem viajar...conhecer o mundo...deles.
São os sonhos dela que ele realiza...todo dia...cada palavra.
São as mãos dele que levam ela por onde ele for...qualquer lugar.
São as costas dela que mostram um caminho que só ele conhece.
São os sonhos dele que a fazem feliz...por que ela está neles.
São os planos que ela têm que se unem aos planos dele...nossos planos.
São as horas que passam...com ele e com ela.
São os segundos...que nem existem...nem pra ele e nem pra ela.
São os melhores dias...ontem, hoje e amanhã.
São os ''eu te amo'' que ele diz...e ela sente.
São as lágrimas dela... que ferem ele por dentro.
São os minutos eternos de silêncio que eles desperdiçam.
São todos esses caminhos que só levam ele aonde ela está...pra ficar...ficar...ficar aqui.
(São...juntos...o que são.)

12 de agosto de 2010

e esse medo...

"Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada."

(Fabrício Carpinejar)

(Achei por ai....li e gostei.)

7 de agosto de 2010

us


É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas.
É tão silencioso.
Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar.
Olhei pra você fixamente por instantes.
Tais momentos são meu segredo.
Houve o que se chama de comunhão perfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade."


Clarice Lispector



(Por vezes nem quero que isso tenha nome...pra não reduzir...não ser de mais alguém.)

3 de agosto de 2010

Roda-Gigante

De deletérios tão simples aos mais complexos, observo com graça (e sem graça) que muito se tem dito sobre corações e sentimentos..banhados com calda ou só cristalizados esses sentimentos se consomem e surgem com novos sabores...florescem e até caem na sombra do quintal...pulam estações e passam por severas mudanças...pra renovar...renascer...esse ciclo tão fadado ao fracasso...mas que sempre se refaz...dá-se um jeitinho de substituir novos frutos e continuar novas mudanças...a vida.Assim...tão simples e tão repetitiva...mas sempre incomum...sempre singular..pode entender?Não perca tempo... enquanto uns procuram respostas...outros des(frutam)...consomem...vivem.



''Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade
E é como se agora este pobre, este único,
este efêmero instante do mundo
Estivesse pintado numa tela,
Sempre...''
(Mário Quintana)




(Por dias como esses...que do nada se tranforma nos melhores...e é assim que quero todos eles...parque de diversões.Todo dia uma nova atração.)