A Cinderela tinha razão...ser gata borralheira não é fácil, quem não quer uma vida de princesa pra só ter folga e corpinho bonito?Me deparando com fato de que antes da meia-noite minha fada pode chegar, mudei de idéia em fatiar a abóbora e colocar no cozidão pra dar aquele gostinho caseiro e doce ao mesmo tempo...quem sabe ela não vira uma carruagem mesmo?Hum...mas não paro de pensar nela refogadinha com cebola...culpa da sociedade que faz você acreditar nos sonhos e só no final dizem que o pagamento tem quer ser efetivado antes do fim do mês...que injustiça...injusto mesmo...eles colocam as taxas lá em cima e derrubam na nossa cabeça como guindaste...e os 3,00 de Livramento?...como é que um táxi que todo dia faz um mesmo percurso passou de 5,00 pra 8,00 em instantes?Calma Moraes...eu te empresto minha abóbora.Acordei estranha...entediada com o nada e resolvendo não me comunicar pra ver se trumbica mesmo, depois de um tratamento penoso sob severos cuidados, a imunidade deu um saltinho e avançou uma casa...ainda não é capaz de dançar sobre o gelo..mas se esforça pra dar uns pulinhos...não é resistente a vassouradas e nem a prova de balas...mas curte estórias cômicas e trágicas...então faz estória de qualquer jeito..não deixa de olhar pra porta pra ver quem é..mas que idéia?fadas não batem a porta..elas entram pela janela e te realizam pedidos..e eu quero...quero...carregar minha casa numa sacola, ver você rindo do outro lado da linha, aprender a lavar uma calça jeans a mão, quero comer macarronada no telhado, quero um namorado com pedigree pra Sasha, quero aprender latim, quero morar no reviver, quero acreditar em contos de fadas, mas viver a realidade como ela é...com taxas altas e comida boa..por que comer me deixa feliz...não quero amigos perfeitos, eles nem precisam ser,basta ser amigo,quero a verdade mesmo que ela doa, quero sentir saudade, mas não muita, quero que esse amor aqui dentro seja livre...cante canções e faça poesias...quero frutos sinceros dele...iguais a mim e iguais a você...quero ventos uivantes e tardes de chuva...quero um filme pra contar, quero esse presente enquanto ele durar..eterno em minutos, em pensamentos, em falsos sonhos, em uma realidade distorcida, mas quero estar aqui vivendo tudo isso...e nem adianta tentar entender..não altera em nada...só desabrocha..só toca.
(Reconto meio sem ponto do conto...que não tem nada de conto e se tiver eu não conto.)





.jpg)