''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


25 de abril de 2010

in Wonderland


Acabei de assistir o Filme "Alice"... e quer saber?Mudei minha opinião com respeito aos contos... Alice acaba de se tornar real pra mim... e muito real.
Talvez ainda tenha muita gente que ainda não teve a oportunidade de assistir o novo filme..por seus particulares motivos quer úteis ou inúteis...então não vou tornar meu cantinho muito íntimo em um blog informativo com resumos de longas ou curtas.Meu intuito não é contar-lhes a narrativa e estragar o prazer dos alucinados 'alicemaníacos' que não se deslumbraram com o filme AINDA...quero lhes dizer que um filme...sim, um filme, pode ser tão atraente e surpreendente quanto um livro, experiências e atrevo-me a dizer, fatos.A gente acredita em tanta coisa quando criança, nos sonhos, nas mentiras por mais que um dia se revele a verdadeira face de tudo...preferimos fechar os olhos e acreditar no que nos deixa mais feliz...no que nos leva pra outro lugar de vez em quando...naquilo que alegra nosso coração por dias, horas e instantes...alguns corajosos continuam a trajetória..se arriscam matam todos os dias um"Jabberwocky", humanizam na medida do possível seus monstros e outros se esquecem...esquecem que os gatos de Cheshire sorriem também...esquecem que mudar faz parte e não importa o motivo...mudar é crescer...quem dera ter um líquido ou um bolinho pra nos fazer encolher e crescer mais rápido quando se precisa...seria fácil demais se fosse assim...como uma menina de um hora pra outra pode se transformar num corajosa guerreira capaz de lutar pra defender seus sonhos?Talvez o desejo de ser ela mesma..de não ser mesmo aquela que todos esperavam...de precisar de tempo pra tomar decisões...de assumir postos ou auto-confiança simples assim...inventar seu caminho, decidir por si própria sobre meias e até amor...descobrir que seus mais temíveis monstros tem um coração...que até os momentos de loucura possuem uma certa lucidez...ser maravilhoso por ser louco na medida certa ou sem ela...enxergar seus próprios defeitos e rir deles...que o que não pode ser mudado pode ser visto por outro ângulo...e por mais estranho que tudo isso possa parecer não chega nem perto de ter que cair na toca do coelho pra descobrir um outro mundo.

(Não...eu não virei crítica de filmes nem algo parecido...só pensei que uma lagarta azul pode realmente envolvida por um ‘fumacê’ ser no final uma borboleta.)

21 de abril de 2010

My Winter


Desde muito pequena via o amor em historinhas em quadrinhos, com maças do amor e muita calda. Sofria intensamente quando assistia Ritmo Quente e Vem dançar Comigo na TV e imaginava 'porque a gente não dança o amor também?'Fui a diversas festas de gente adulta que se juntavam para celebrar anos de casados, amor de quinze, de vinte, vinte e cinco e tantos quantos os vestidos e flores na cabeça... sentia no fundo que ele existia, que era um bom amigo.
Mas diferente dos filmes e histórias ele nem sempre durava, ele não congelava...então chegou a primavera, repleta de flores vermelhas e chocolates, saltei de para quedas em uma selva cheia de bichos e tentei sobreviver...lutei, chorei, sofri, amei.Mas, como a vida se encarregou, tudo terminou...saí dessa selva cheia de arranhões e também de experiências...histórias minhas, para contar...o verão tomou conta de mim... o que eu menos imaginava aconteceu e o pior também...eu comecei a esquecer...
Esqueci o gosto...esqueci o cheiro...esqueci o nome...esqueci a dor...esqueci a saudade...esqueci o calor...esqueci as flores...esqueci os chocolates...esqueci das dúvidas...esqueci das certezas...esqueci dos rótulos...esqueci da menina.Criei um medo, um bicho papão...dei um nome a ele e o defendi com unhas e dentes...alimentei e o vesti de Prada...ele merecia. Foi um outono de pouca memória...me vi ali sem rumo, andando pela primeira vez de bicicleta, as vezes só, as vezes só, e as vezes só.Acreditando enfim ter batido na porta da realidade...suportei as diversas facetas do meu novo bicho de estimação...ele por ter ganhado tudo que queria se tornou ingrato e desleal...eu me sentei por diversas vezes e fiquei olhando para aquele bichinho que piscava os olhos inocentes bem devagar. Eu precisava fazer alguma coisa, mas não sabia o quê...já havia se tornado uma parte de mim...então o deixei sair...agarrei em sua mão e ele me levou...mas desta vez o tempo estava mudando... no começo eu ainda via algumas folhas velhas secas caindo quintal...sentia o cheiro da folhas envelhecendo e via o sol tinindo sobres suas vísceras no chão...lembrei do cheiro outra vez...tinha uma baladinha imoral tocando ao fundo e um particular ventinho frio que envolvia toda vez o ambiente...não era nada igual...não tinhas flores, nem chocolates....não tinha certezas e muito menos rótulos...nunca mais os quis...só tinha um ruído bom e um céu incrivelmente azul e cinza...minhas cores favoritas...chegou sem avisar e sem assustar...sempre enfatizava sua inconstância e seu desapego...sempre se ouvia um rugido do bicho papão...mas era só ligar luz que ele ia embora...e depois de um tempo...nem precisava ligar. Nesse ritmo..dei passinhos curtos...e deixei de mão o tal comedor de Prada...me agasalhei...mas não muito, queria sentir esse friozinho...quase não vejo mais as flores...posso não dançar conforme música...posso não cantar canções perfeitamente...pode não ser o que todo mundo esperava...mas essa história não é de amor..mas sim, sobre o amor.
Ainda não tenho uma memória muito boa...posso me esquecer de muita coisa...mas não esqueço do quanto amo meu inverno.Não esqueço mesmo.

(Ainda tenho receio... ainda tenho ímpetos de fechar tudo num lugar onde só eu possa encontrar a chave. Mas não quero. Não preciso, enfim.Vida...seja boazinha comigo.)

19 de abril de 2010

Um Post Intimista


A literatura é um vício forte. Toda vez que algo significativo acontece comigo, eu preciso escrever para entender. Não fiquem ansiosos para saber o que foi, por que essas linhas não me delatarão, não, nada do tipo fui abduzida e aprendi a pilotar nave espacial, nem descobri um velho título de nobreza ou algo não necessariamente parecido. Dizem que tudo na vida tem um lado positivo, e eu discordo veementemente, tenho um péssimo costume de mascará-lo ou descartá-lo. Mas é bem verdade que de todas as experiências se tira uma lição. Da minha, eu venho aprendendo que a efemeridade faz com que a gente aprenda a usar a balança com mais cautela. Sabe, não desperdiçar minutos com tatuagens de nomes antigos e amarrados a correntes, iluminar as idéias com uma luz bem forte pra não perder detalhes, às vezes detalhes são chatos, mas também são cruciais, não posso dar as mãos por que não me pertencem, não posso dizer o que tanto quero por que não seria a mais "plena verdade", o tempo passa e ainda estou aqui escrevendo sobre esse teclado escuro anedotas de quem posso ou não ser, desenhando sobre os fatos significativos da minha vida, enfeitando tragicomédias para sobreviver a uma tentação de sonhos insuportavelmente démodé. Conforme vou preenchendo as linhas, sinto o vazio das palavras. Se começo a me esforçar, os mesmos pensamentos de sempre tomam conta outra vez. Eu não quero mais escrever sobre eles, e imagino que muitos também não queiram mais ler.Pensei que, vomitando as palavras, o meu mundo novamente interrompido pudesse se reorganizar. Pensei que conseguiria colocar ordem nas prateleiras que embuti nos meus pensamentos.A minha vida sempre foi muito pontuada. Mas nenhuma foi tão simples pra mim quanto está, mas todas marcaram profundamente. Todas me obrigaram a olhar ao redor e ver que sou eu começando a atuar corretamente. Todas elas criaram formas humanas de sobrevivência, e é por isso que estou aqui hoje, falando da minha inútil sofreguidão de não saber lidar com todo esse estado de calmaria.
Sei que esse texto está longo e confuso, mas me recuso a revisá-lo. Por tempo indeterminado, quiçá definitivo, nem sei o que quer dizer isto.


(Na minha vida, existem fatos que se repetem indefinidamente, mas se não fazem sentido, não me preocupo...primeiros três pontinhos de hoje.)

16 de abril de 2010

Coisas boas...

Diz se não é bom...

... Assistir tv no sofá e dormir enrolado no cobertor?
... Ficar de molho num domingo chuvoso lendo um bom livro?
... Ganhar uma lambida de saudade do seu cachorro?
... Escutar música( By D.I.)?
... Escutar sua música favorita no rádio?
... Ouvir a voz de alguém muito querido?
... Sentir cheiro de amaciante na roupa?
... Sentir o sol e o vento fresco da manhã cedo?
... Dar risada com os amigos até a barriga doer?
... Comer a comida da mãe?
... Sentir Saudade....é bom neh?
... Encontar alguém especial sem querer?
... Cantar bem alto e bem desafinado?
... Saber que seu filme predileto vai passar hoje à noite?
... Tomar café da manhã na cama?
... Ganhar um abraço quando a gente está muito triste?
... Cheirinho de shampoo no cabelo?
... Ouvir um elogio espontâneo?
... Acordar no susto e descobrir que ainda pode dormir mais duas horas?
... Tomar banho de mar do fim da tarde de um dia quente?
... Ver o sol se pôr?
... Ver o sol se pôr na estrada?
... Mãos dadas em silêncio?
... Fotografias de quando a gente era criança?
... Fotografia de amigos?
... Casa da avó?
... Colo de mãe?
... Falar no telefone de madrugada com quem a gente gosta ( By D.I.)?



(Esse blog anda passando por uma fase meio listinha..respeitem por favor!)

15 de abril de 2010

Coisas para fazer antes dos 30...


[]Escrever uma música até o final
[]Entender alguns porquês
[]Tratar minhas alergias
[X] Aprender a andar de salto, à pé (força da necessidade..kk)
[X]Perder a preguiça de cozinhar
[X]Começar a acordar cedo nos fins de semana (Tentando...)
[] Comprar uma vitrola
[] Ver Guns 'n Roses ao vivo
[] Conhecer a Europa
[] Comprar um carro
[] Ter um filho
[]Aprender a meditar
[] Fingir de turista na Paulista
[] Ler um Dostoiévski até o final
[X]beber uma garrafa de tequila
[X] encontrar com alguém da net
[]fazer uma tatoo

[X]Fazer xixi no mato(Força da necessidade tb..kk)
[X]subir em um palco e dançar loucamente (Não foi loucamente!!!)
[]fugir de casa
[]pular de bumg jump
[X]matar aula pra ir no buteco
[]passear sem calcinha (cueca)
[]agarrar seu amor platonico
[X]fingir ser estrangeiro e falar um idioma que nao existe (Eu fiz isso mesmo...)
[]sair de casa na sexta a noite e voltar na segunda de manha
[X]dormir com a roupa que saiu dps de um porre
[]roubar o namorado de alguem
[]ir pra escola bebada
[X]se apaixonar a 1ª vista
[X]usar a melhor roupa pra ir ao mercado ( não era qualquer mercado...)
[]sair com o melhor amigo do seu ex
[X]pintar o cabelo de uma cor absurda (loiro conta?)
[X]chorar vendo um desenho
[]ir parar na delegacia
[X]beber ate ter amnesia alcoolica
[X]aprender a tocar algum instrumento (aprendendo...)
[X]ter um diário secreto
[]beijar um passante
[]ir numa formatura de short e chinelo
[X]assaltar uma loja (Não foi bem um assalto..)
[X]pegar carona com desconhecido
[X]ir pra balada de onibus

(Ah vá...não é pedir tanto...marquei algumas que podiam ser marcadas...mas as que não marquei...dá tempo neh?!)

13 de abril de 2010

Confissões de uma uva passa







Diferente dos dias em que você se vê sentado na porta de casa com uma camiseta amarrotada e com propaganda da última feira de ciências, hoje não me pareceu um dia desses, rotineiro e enfadonho... Pensei em outros tempos..nos atípicos, lembrei dos ventos, daquela folinha caindo silenciosamente no chão do quintal...senti saudade de pular corda, amarelinha, até de correr daquela que antes era veloz e sagaz...ela ainda é...deve ta ali guardadinha em algum lugar entre o cerebelo e o lobo frontal.
Nosso tempo unilateral... que só se direciona pra aquele caminho que no momento parece ser o mais difícil...mas de uma hora pra outra deixa de ser pastel pra ficar bem arco-íris...fui lá abri a geladeira e peguei um docinho de chocolate..pra deixar este post mais açucarado, parei com nostalgia..agora tudo é só alegria..ih até rimou...vou parar com rimas!
Vou falar sem me explicar e sem rimar...
Deve ser medo...medo de começar a aceitar a felicidade...será ela mesmo?...ou talvez seja apenas um desespero tão grande de ter alguém ao seu lado, as vezes prefere explodir com tudo, antes que comece a sentir o medo de verdade, medo de se apaixonar, antes de ouvir o que não quer...lembrei do docinho...engolir de uma só vez como um docinho...cheio de açúcar e irresistivelmente doce...talvez a auto sabotagem seja uma forma agressiva de auto defesa..defender de que?De saber que o tempo escorre entre os dedos e que um dia o fim é inevitavel...que fingir pouca importância é mais fácil pra derrota...que é tão atemorizante imaginar uma falta do que a própria...que se eu pudesse não teria amado tanto pra não sentir esse aperto e essa sufucante falta de ar...que qualquer coisa que eu escreva aqui pra desfazer ou amenizar ou até explicar..é besteira. Andei tentando praticar minha racionalidade... não ser tão sentimental...mas eu nunca fui...uva passa...
Passa tempo, passam horas e tudo ali...se encontra, se solidifica, se entrelaça e não vejo a hora de fechar os olhos e contar pra eles que eu vivi...mesmo os dias tristes na porta de casa, mesmo encarando de frente que a velhice é uma consequência da vida e da morte e não dá pra pular essa parte, eu não pularia...quero envelhecer meus anos e olhar pra trás com saudade, que quem faz o nosso arco-íris colorido somos nós...que esse medo é natural, é carnal, é humano...se não for...o que mais pode ser?


(Gotinhas de deletérios pululantes...sem noção...sem razão e sem rimas.)

26 de março de 2010

fortaleza paradoxal...


Lily Allen canta assim...'' incrível como a sociedade diz que a sua vida acabou e você acredita.."deve ser mesmo..então depois de alguns, dois ou três exames vem uma notinha assim:seu limite é 99 e você o alcançou....99 Parabéns!!!!!Ai que sorte a minha...e o meu presente????Vem em caixinhas coloridas com um monte de outros presentinhos dentro...mas não seja gulosa, um é pra depois do almoço e o outro depois do jantar...e ainda tem o ' de meia e meia hora'.Ah que alegria a minha..deu pra sentir daí como eu to saltitante?! Na mesa..papéis velhos e notas rasgadas de tempos em que eu era dependente e quer saber ainda sou..essa menininha ainda guarda cartas antigas e cheiros de outros tempos...em que eu me deixava ser o que os outros queriam..em que na MINHA estória, eu era coadjuvante.Mas de todo não era ruim..."Cause it makes me that much stronger" que me fez ser hoje quem eu sou...pelo menos uma parte está reforçada...não, esse não é um depoimento de viver a vida..calma nada de nostalgia!... só parei pra pensar depois de tanta novidade...e sabe o que concluí..que o tempo passa enquanto você para pra contar anedotas e lamentar velharias e que médicos não são os donos da verdade..mas os exames chegam bem perto.

(Humor tá zero...mais um daqueles dias em que você enjoa ver gente e saber de gente...são os remédios..vai passar.)