
Desde muito pequena via o amor em historinhas em quadrinhos, com maças do amor e muita calda. Sofria intensamente quando assistia Ritmo Quente e Vem dançar Comigo na TV e imaginava 'porque a gente não dança o amor também?'Fui a diversas festas de gente adulta que se juntavam para celebrar anos de casados, amor de quinze, de vinte, vinte e cinco e tantos quantos os vestidos e flores na cabeça... sentia no fundo que ele existia, que era um bom amigo.
Mas diferente dos filmes e histórias ele nem sempre durava, ele não congelava...então chegou a primavera, repleta de flores vermelhas e chocolates, saltei de para quedas em uma selva cheia de bichos e tentei sobreviver...lutei, chorei, sofri, amei.Mas, como a vida se encarregou, tudo terminou...saí dessa selva cheia de arranhões e também de experiências...histórias minhas, para contar...o verão tomou conta de mim... o que eu menos imaginava aconteceu e o pior também...eu comecei a esquecer...
Esqueci o gosto...esqueci o cheiro...esqueci o nome...esqueci a dor...esqueci a saudade...esqueci o calor...esqueci as flores...esqueci os chocolates...esqueci das dúvidas...esqueci das certezas...esqueci dos rótulos...esqueci da menina.Criei um medo, um bicho papão...dei um nome a ele e o defendi com unhas e dentes...alimentei e o vesti de Prada...ele merecia. Foi um outono de pouca memória...me vi ali sem rumo, andando pela primeira vez de bicicleta, as vezes só, as vezes só, e as vezes só.Acreditando enfim ter batido na porta da realidade...suportei as diversas facetas do meu novo bicho de estimação...ele por ter ganhado tudo que queria se tornou ingrato e desleal...eu me sentei por diversas vezes e fiquei olhando para aquele bichinho que piscava os olhos inocentes bem devagar. Eu precisava fazer alguma coisa, mas não sabia o quê...já havia se tornado uma parte de mim...então o deixei sair...agarrei em sua mão e ele me levou...mas desta vez o tempo estava mudando... no começo eu ainda via algumas folhas velhas secas caindo quintal...sentia o cheiro da folhas envelhecendo e via o sol tinindo sobres suas vísceras no chão...lembrei do cheiro outra vez...tinha uma baladinha imoral tocando ao fundo e um particular ventinho frio que envolvia toda vez o ambiente...não era nada igual...não tinhas flores, nem chocolates....não tinha certezas e muito menos rótulos...nunca mais os quis...só tinha um ruído bom e um céu incrivelmente azul e cinza...minhas cores favoritas...chegou sem avisar e sem assustar...sempre enfatizava sua inconstância e seu desapego...sempre se ouvia um rugido do bicho papão...mas era só ligar luz que ele ia embora...e depois de um tempo...nem precisava ligar. Nesse ritmo..dei passinhos curtos...e deixei de mão o tal comedor de Prada...me agasalhei...mas não muito, queria sentir esse friozinho...quase não vejo mais as flores...posso não dançar conforme música...posso não cantar canções perfeitamente...pode não ser o que todo mundo esperava...mas essa história não é de amor..mas sim, sobre o amor.
Ainda não tenho uma memória muito boa...posso me esquecer de muita coisa...mas não esqueço do quanto amo meu inverno.Não esqueço mesmo.
(Ainda tenho receio... ainda tenho ímpetos de fechar tudo num lugar onde só eu possa encontrar a chave. Mas não quero. Não preciso, enfim.Vida...seja boazinha comigo.)
Mas diferente dos filmes e histórias ele nem sempre durava, ele não congelava...então chegou a primavera, repleta de flores vermelhas e chocolates, saltei de para quedas em uma selva cheia de bichos e tentei sobreviver...lutei, chorei, sofri, amei.Mas, como a vida se encarregou, tudo terminou...saí dessa selva cheia de arranhões e também de experiências...histórias minhas, para contar...o verão tomou conta de mim... o que eu menos imaginava aconteceu e o pior também...eu comecei a esquecer...
Esqueci o gosto...esqueci o cheiro...esqueci o nome...esqueci a dor...esqueci a saudade...esqueci o calor...esqueci as flores...esqueci os chocolates...esqueci das dúvidas...esqueci das certezas...esqueci dos rótulos...esqueci da menina.Criei um medo, um bicho papão...dei um nome a ele e o defendi com unhas e dentes...alimentei e o vesti de Prada...ele merecia. Foi um outono de pouca memória...me vi ali sem rumo, andando pela primeira vez de bicicleta, as vezes só, as vezes só, e as vezes só.Acreditando enfim ter batido na porta da realidade...suportei as diversas facetas do meu novo bicho de estimação...ele por ter ganhado tudo que queria se tornou ingrato e desleal...eu me sentei por diversas vezes e fiquei olhando para aquele bichinho que piscava os olhos inocentes bem devagar. Eu precisava fazer alguma coisa, mas não sabia o quê...já havia se tornado uma parte de mim...então o deixei sair...agarrei em sua mão e ele me levou...mas desta vez o tempo estava mudando... no começo eu ainda via algumas folhas velhas secas caindo quintal...sentia o cheiro da folhas envelhecendo e via o sol tinindo sobres suas vísceras no chão...lembrei do cheiro outra vez...tinha uma baladinha imoral tocando ao fundo e um particular ventinho frio que envolvia toda vez o ambiente...não era nada igual...não tinhas flores, nem chocolates....não tinha certezas e muito menos rótulos...nunca mais os quis...só tinha um ruído bom e um céu incrivelmente azul e cinza...minhas cores favoritas...chegou sem avisar e sem assustar...sempre enfatizava sua inconstância e seu desapego...sempre se ouvia um rugido do bicho papão...mas era só ligar luz que ele ia embora...e depois de um tempo...nem precisava ligar. Nesse ritmo..dei passinhos curtos...e deixei de mão o tal comedor de Prada...me agasalhei...mas não muito, queria sentir esse friozinho...quase não vejo mais as flores...posso não dançar conforme música...posso não cantar canções perfeitamente...pode não ser o que todo mundo esperava...mas essa história não é de amor..mas sim, sobre o amor.
Ainda não tenho uma memória muito boa...posso me esquecer de muita coisa...mas não esqueço do quanto amo meu inverno.Não esqueço mesmo.
(Ainda tenho receio... ainda tenho ímpetos de fechar tudo num lugar onde só eu possa encontrar a chave. Mas não quero. Não preciso, enfim.Vida...seja boazinha comigo.)
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Brgadinha.Volta pra me ler.