''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


19 de abril de 2010

Um Post Intimista


A literatura é um vício forte. Toda vez que algo significativo acontece comigo, eu preciso escrever para entender. Não fiquem ansiosos para saber o que foi, por que essas linhas não me delatarão, não, nada do tipo fui abduzida e aprendi a pilotar nave espacial, nem descobri um velho título de nobreza ou algo não necessariamente parecido. Dizem que tudo na vida tem um lado positivo, e eu discordo veementemente, tenho um péssimo costume de mascará-lo ou descartá-lo. Mas é bem verdade que de todas as experiências se tira uma lição. Da minha, eu venho aprendendo que a efemeridade faz com que a gente aprenda a usar a balança com mais cautela. Sabe, não desperdiçar minutos com tatuagens de nomes antigos e amarrados a correntes, iluminar as idéias com uma luz bem forte pra não perder detalhes, às vezes detalhes são chatos, mas também são cruciais, não posso dar as mãos por que não me pertencem, não posso dizer o que tanto quero por que não seria a mais "plena verdade", o tempo passa e ainda estou aqui escrevendo sobre esse teclado escuro anedotas de quem posso ou não ser, desenhando sobre os fatos significativos da minha vida, enfeitando tragicomédias para sobreviver a uma tentação de sonhos insuportavelmente démodé. Conforme vou preenchendo as linhas, sinto o vazio das palavras. Se começo a me esforçar, os mesmos pensamentos de sempre tomam conta outra vez. Eu não quero mais escrever sobre eles, e imagino que muitos também não queiram mais ler.Pensei que, vomitando as palavras, o meu mundo novamente interrompido pudesse se reorganizar. Pensei que conseguiria colocar ordem nas prateleiras que embuti nos meus pensamentos.A minha vida sempre foi muito pontuada. Mas nenhuma foi tão simples pra mim quanto está, mas todas marcaram profundamente. Todas me obrigaram a olhar ao redor e ver que sou eu começando a atuar corretamente. Todas elas criaram formas humanas de sobrevivência, e é por isso que estou aqui hoje, falando da minha inútil sofreguidão de não saber lidar com todo esse estado de calmaria.
Sei que esse texto está longo e confuso, mas me recuso a revisá-lo. Por tempo indeterminado, quiçá definitivo, nem sei o que quer dizer isto.


(Na minha vida, existem fatos que se repetem indefinidamente, mas se não fazem sentido, não me preocupo...primeiros três pontinhos de hoje.)

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Brgadinha.Volta pra me ler.