E em um piscar de olhos acontece um tufão do outro lado e se vê a dimensão do que não se prever, do que não se limita, do que se esfarela ao vento...das desventuras e aventuras ligadas ao íntimo e a intuição... mas pra que prever?pra que tentar adivinhar se algo no close pode descodificar e virar simples preto e branco?E o brilho desbrilha,desbota,desaparece... e não cabe a mãos alheias revive-lo, mas perceber que quando se chega em casa a janta está na mesa e o vento frio da noite não trás só poeira, mas também saudade.E se volta..volta pra casa, pro cheiro da mobília nova, pro cheiro do tocador de música, pro canto da gente.Pra rotina inventada que se acostuma com tudo e não entedia mais do que seu próprio significado...embora tudo pareça agora está diferente, não está, ainda há um ser aqui com coração..."bem melhor que não tivera" que finge que não tem, que mente pra não ter, que manda sem mandar, que se da sem perceber...mas não escancara, não se desvenda, não se despiu, não se joga ao léu.Assim se percebe o desgosto desta sutil farsa, que não engana, não esconde e quase se desbota pra não perder a legitimidade, se leva a um aviltante pensamento que aparece como fúria e desintegração putrefante da verdade que já não cumpre seu papel e sim escolhe outra pobre vida.Lembrando que aqui fica fácil não ter que da explicação pra cantigas e gostos musicais bregas, que pode ser algo e não ser...que dizer simplesmente não serve, tem que gritar, tem que se vender com placa, tem que se expor, tem que fazer promoção 0+10, tem que conseguir.E conseguiu.Mudar de máscaras para viver outra vida, perceber que tudo que antes reluzia, não chama mais tanta atenção e sim acreditar por mais dolorido que seja que tudo e qualquer coisa pode mudar de uma hora pra outra e as vezes e nas raras e sortudas vezes nós podemos fazer alguma coisa ou simplesmente escolhermos nos encolher, aprender a dormir sozinha no escuro, sorrir com vontade de chorar e parar de sonhar acordada.Desistir de adivinhar e deixar que o que tiver que ser será, e mesmo não acreditando nisso, não há como mandar a esperança embora se ela insiste em bater a porta as 2 da madrugada pra te fazer lembrar que você é humano e não tem controle de nada, pequeno e incapaz.Pra saber de uma vez por todas que consequências levam a outras consequências, que nem tudo é o que parece, que a vida joga com a gente e que essas palavras podem dizer tudo que eu sinto ou nada.
("...e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar. Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia enfim descolorirá!")
Toquinho
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Brgadinha.Volta pra me ler.