''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


18 de fevereiro de 2011

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"Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho."
Tati Bernardi

A insustentável leveza de Natalie

Matéria da Revista Criativa Ed.Fev. de 2011
Para interpretar Nina, a protagonista de Cisne Negro, Natalie Portman precisou perder 10 quilos e encarar uma rotina severa de treinamento. Forte candidata ao Oscar deste ano pelo papel, a atriz conta o que descobriu, além das dores provocadas por uma costela deslocada durante as filmagens, sobre o mundo intenso do balé.



Quando era criança, Natalie Portman não tinha dúvida diante da inevitável pergunta: O que você quer ser quando crescer? “Bailarina”, respondia. Filha de um médico israelense e de uma artista americana (ela nasceu em Jerusalém e cresceu em Nova York), Natalie estudou balé clássico dos 4 aos 12 anos. “Só parei de dançar quando ganhei meu primeiro papel no cinema”, conta, referindo-se à menina protegida por um matador em O Profissional (1994), de Luc Besson.

Hoje com 29 anos, a atriz não se arrepende da troca que fez, principalmente depois de protagonizar Cisne Negro. No filme, que deve estrear no Brasil neste mês, ela interpreta Nina, uma bailarina perfeccionista e com tendências autodestrutivas. “O balé impõe dietas muito rigorosas e ainda oprime a sexualidade das dançarinas, que não podem ter seios ou bumbum pronunciados. Elas não têm corpo de mulher”, disse ela quando o longa foi lançado no Festival de Veneza, em setembro de 2010.

Dirigido por Darren Aronofsky (de Réquiem para um Sonho, 2000, e O Lutador, 2008), Cisne Negro mergulha no que há de mais perturbador e doloroso no universo do balé profissional. E a performance de Natalie é um tour de force à medida que ela encarna tanto a luz como a escuridão, dualidade inspirada no clássico O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky. “Nunca um papel tinha exigido tamanha devoção da minha parte. Tive de submeter meu corpo à dor extrema para entender o processo de autoflagelação de uma bailarina”, contou Natalie, merecidamente vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz pelo desempenho. Ela é também uma das favoritas ao Oscar 2011 na categoria – a ser entregue no dia 27 de fevereiro, em Los Angeles. Sua primeira indicação ao prêmio foi como atriz coadjuvante pela performance como a stripper apaixonada de Closer – Perto Demais (2004).

Nina promete ser um marco em sua carreira, abrindo-lhe as portas para papéis cada vez mais adultos – ainda que ela conserve um jeito de menina, graças ao rosto angelical e ao tipo mignon. “Não sou tão petite assim. Se fosse, não teria sido necessário emagrecer tanto para viver a bailarina”, disse Natalie, que enxugou mais de 10 quilos até começar a filmar. Em Veneza, vestida com um tomara que caia violeta, Natalie parecia magérrima. Mas em breve seu corpo deverá exibir novos contornos: em janeiro, a atriz revelou que está grávida do bailarino Benjamin Millepied, que ela conheceu nas filmagens de Cisne Negro.

A bailarina Nina é a personagem mais intensa de sua carreira?
Sim. Foi a primeira vez que enfrentei treinamento físico tão rigoroso para fazer um filme. Comecei a me preparar um ano antes. Foram muitas horas por dia de balé e natação. Tive de exigir de mim mesma muita disciplina, o que já me colocou no espírito da personagem. Por um ano, esse trabalho passou a representar toda a minha vida, da mesma maneira como a personagem se dedica exclusivamente ao balé. Foi uma loucura porque até parei de ver os meus amigos. E o pior é que alguma parte de meu corpo sempre doía (risos).

Você se machucou seriamente no processo?
Eu desloquei uma costela, o que foi bastante desconfortável. Mas nem pude reclamar porque isso faz parte da vida das bailarinas. Muitas vezes, elas dançam, fazendo coisas maravilhosas no palco, mesmo quando estão machucadas. Essa é a grande dualidade do mundo do balé. Os movimentos são tão leves e graciosos. Parecem fáceis de fazer, mas ninguém imagina a dor que eles causam.

Como conseguia seguir um ritmo de treinamento tão forte, seguindo uma dieta rigorosa para emagrecer?
Era exatamente isso que eu me perguntava no set todos os dias. Como essas bailarinas são capazes de fazer tantos movimentos atléticos com tão pouca comida no estômago? Mas a maioria das bailarinas que conheci durante a preparação confirmou que é assim mesmo. Há casos de quem passa o dia só com uma maçã. E não há coisa mais triste no mundo do que cortar uma maçã em quatro pedaços pela manhã e tentar se convencer de que isso será tudo o que você vai comer ao longo do dia. Eu não via a hora de a filmagem acabar para eu poder voltar a comer massa (risos).


(Não tinha como contar...melhor mostar.)

12 de fevereiro de 2011

Free Yourself


São muitas as facetas de um ser que não se resume...que não se decifra...que não clama por negação e nem afirmação.Ser que sou eu.Eu que aprendi a me bastar...que não ouso praticar a 'arte do desapego' por que sei da minha profunda necessidade das pessoas... e do que eu verdadeiramente amo.Do que simples e inteiramente me expressa pela letra e pelo ar que eu respiro e que ganho de graça sem merecer do Deus para que dediquei minha vida.
Por saber que assim vivo não completa e nem intensamente, sei que me falta...me falta.E mesmo sabendo disso não me privo de ter soluções...de ser suficiente para casos de urgência...por entender que não é minha loucura ou mania mal formulada é minha essência de sempre ter uma saída para o que me aflige..mesmo que na hora ela não seja umas das melhores mas não sento e nem me esforço em cruzar os braços e voltar ao meu bairro pobre e ter uma vida simples e lamentar todos os dias pelo meu único amigo Greg e chorar por que todo mundo me odeia.
Essa não sou eu...cresço mesmo contra a minha vontade...eu sou errada e completamente errada por pensar que minhas armas são as melhores e minhas estratégias são sempre as mais bem sucedidas...por que não são...e por saber que cada dia que passa eu perco uma pena branca não vou deixar de ser o que eu realmente sou...não vou deixar que minha incapacidade de lidar melhor ou pior com as situações me impeça de continuar a seguir os meus instintos...a ter os meus mundos...a usar da minha maneira as minhas palavras...a escrever para reformular as idéias ou simplesmente para praticar o meu dom...ter minha liberdade se ser um Doce Deletério quando eu achar que eu sou um..de mudar meu mundo para focar só em uma Sofia que eu mal conheço...ou ver que durante um grande Revés eu ainda sou uma menina que tem medos...mas ainda tenta ser inteira e isso já é bem corajoso.
Deixo meu grito soar...por que não tenho uma fita na boca..por que eu preciso falar sobre meus calos..para ver se eles ainda doem..por que tento ser boa não mais para os outros...mas para mim...para ser dona dos meus sentimentos e não ter vergonha do que eu sou por dentro e muito menos do eu sou por fora...por que aqui tudo fica claro...simples e eu, Black Swan.

(Meu humor muda.Minha essência não.)

10 de fevereiro de 2011

...Pés

Eu amo andar descalça... Quando ando descalça sinto o chão, o que me deixa mais confiante.

"Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés"
(Clarice Lispector)

9 de fevereiro de 2011

Cisne Negro


Eu me lembro que me derreti na cadeira do cinema...senti uma sensação já conhecida ao presenciar Natalie Portman interpretar o melhor papel de sua carreira até hoje...No filme, ela é uma bailarina que protagoniza o espetáculo “Lago dos Cisnes” principalmente pelo seu lado doce, é o Cisne Branco perfeito como o próprio coreógrafo admite, mas sua personalidade muda quando ela é desafiada a também incorporar o Cisne Negro...e por tamanha responsabilidade ela entra em um thriller psicológico que envolve, encanta e assusta.
O Filme é uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psiqué de Nina(Natalie Portman) que parece ter saído diretamente da ala psiquiátrica do Ballet Imperial da Rússia ...meio macabro e atemorizante...fazemos uma visita demorada a sua mente...e vivemos com ela o desafio de se tornar uma bailarina perfeita.
Eu sou uma verdadeira amante de cinema e principalmente de filmes viscerais e psicológicos e mais ainda quando vejo meus olhos marearem ao presenciar um nascimento de uma obra que ficará em minha mente por muito tempo..por me identificar e por fazer crescer por assim dizer.Com maestria homenageio e aprecio tudo que envolveu a trama...cenário...produção...elenco...maquiagem...e a perfeita atuação de seus brilhantes atores...por que quando gosto muito de algo eu não paro de falar...eu sou igual a Dorot...eu até mudo de blog quando me encontro com tamanha beleza..eu me 'teletransporto' se isso é possível..eu me dou...eu aprecio de todas as maneiras que o meu corpo responda.
Indico a todos... o filme tem carga dramática fora do comum e ela sendo perseguida por ela mesma é uma jogada sensacional...intenso...macabro e não deixa você piscar.
Pra quem gosta...esse foi um dos melhores dos últimos tempos para mim.















(Por meu lado Black Swan..)

Deu vontade de voltar à Pulsar.

8 de fevereiro de 2011

á procura da Felicidade

Eu me peguei pensando bastante em frases...comuns que a gente ouve todos os dias...sobre pessoas...promessas e pecados.E me lembro de ter parado um pouco sobre 'aqui se faz ,aqui se paga'.Certo de que não acredito nadinha em destino ou assinaturas de destino...mas eu acredito em uma coisinha chamada, Vida.
A vida por mais injusta que as vezes aparente ser...ela sempre da um jeitinho de fazer a gente colher nossa safra...eu sei bem disso por que já colhi várias e várias vezes a minha safra...e quer saber...não foi uma boa colheita.Assim me pego lembrando do meu filme em preto e branco e quando verei uma colheita bem gorda...por que não há como você ser esquecer de uma parte da sua vida que não foi bem uma parte, foi uma grande parte mas em comparação com hoje, foi uma pequena parte.E posso ver hoje de camarote o que eu era...como representava bem o papel de bobona da época...e essa parte da minha vida se chama Bancando a IDioTA!
Definitivamente eu me lembro...lembro dos sorrisos e dos olhares...dos gestos...dos beijos mais apaixonados da minha vida e de um descobrimento voluntário e involuntário de uma personalidade em silêncio...como a minha visão hoje é bem privilegiada eu consigo enxergar por de trás das cortinas...que a minha vida não era só minha...que as pessoas em minha volta sabiam da minha vida mais do que eu mesma...e que por fim eu era a ultima a saber.Me abraçavam e me beijavam...tapinhas nas costas e que bom que dava para enxergar a 'felicidade' em meus olhos...era sim..uma 'felicidade' que só eu contemplava...um amor que só eu amei...'alone'.
Eu nem me lembro de ter pedido ajuda a alguém...era como se eu estivesse gritando por dentro...e o que eu ouvia era uma fala ensaiada e olhares de lamentação...''ela é uma heroína...depois de tudo isso..está de pé.''Eu realmente estava de pé...mas sangrava por dentro...me afoguei nos MEUS sonhos...nos MEUS planos..nos MEUS projetos que idealizava a realidade sozinha...eu merecia as pedras...as milhares de pedras que eu via as pessoas jogando em que tentou tirar as vendas dos meus olhos...que por mais que a intenção fosse outra...foi a ÚNICA luz em túnel vazio e amargo que eu me enfiei...não tinha amigos...não tinha amor de verdade...não tinha armas....eu não fui uma vítima inocente e ingênua...eu fui uma menina apaixonada e inexperiente...eu aprendi a duras penas como recolher os meus caquinhos e me refazer para parecer para uma platéia muda que eu era uma heroína...'alone'.E ainda sou...como na música postada anteriormente...eu no fim de tudo agradeço...por ter me tornado uma lutadora..por minha pele ter ficado mais grossa e por saber cuidar de mim...mas não sou hipócrita em ser ingrata a quem me mostrou algo bom,só me dói lembrar quem me mostrou deslealdade...a quem ria pelas minhas costas...a quem conta hoje a minha infeliz historia como se fosse uma piada e espera que eu tenha me esquecido que são os mesmos rostos que eu enxergo todos os dias...a quem eu chamo de irmãos...a quem me deviam não uma amizade sincera...mas um alerta.
Deve ser um mal...algo que realmente não há como se explicar...essa facilidade em abster-se...em não dizer o que se pensa...em não retribuir por medo sei lá de que...acho que de uma reação assim...e não é nada fácil ouvir depois de um bom tempo que você manifestava sua alegria para quem por trás analisava se 'ele conseguiria carregar toda a areia no seu caminhãozinho' se seu par ideal não era tão ideal assim...e sabe o que eu vi?Uma fita na boca das mesmas pessoas que anos atrás se silenciaram... uma fita....que cala ate a alma...mas não é assim que minha vida vai girar...e essa parte da minha vida eu chamo de Felicidade Natural.Natural como admitir que eu mudei...que não amo mais como amava antes...natural como saber que ninguém é feliz só quando acha alguém que não te ame tanto ao ponto de te rejeitar e você gostar...isso não é mais para mim....natural como saber que o amor que VEJO,QUE EU TOCO,QUE EU SINTO hoje é um safra que eu insistia em não acreditar pelo tamanho da cicatriz...e se eu não fosse naquele dia essa parte da minha vida estaria sendo Bancando a IdiOta part.2....e mesmo sendo uma saudosista eu não poderia voltar a enxergar tudo em preto e branco..por que hoje eu sou o jardim colorido de alguém.
Sei que não posso deixar de pensar que amanhã é um outro dia e que tudo pode mudar como já mudou...afinal continuo a mesma pé no chão...mas não sou definitivamente a mesma de antes...ainda tenho ímpetos de sair correndo...mas para abraçar uma vida nova...com verdade e com amor real,leal e natural.

(fonte:Sofia dando pano para manga.)






3 de fevereiro de 2011

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A um ano atrás eu perdia lágrimas...lágrimas que não sei se me trariam uma boa estação ou se seriam um recomeço de uma vida que eu jamais imaginei para mim...mas aconteceu e aconteceu aos poucos para eu não me assustar...e meus dias e principalmente minhas noites foram tomadas...e haveriam muitas palavras ainda a serem ditas...tantas e tão belas, simples bobagens repetidas diariamente por todos os enamorados apaixonados desse espaço sideral...mas as nossas transformam-se tão facilmente em tesouros... que guardo tão fincado no peito que me dói...sinto enjôo, febres, dores musculares... e acordo assustada no meio da noite... choro à toa..e não só sofro...mas me desespero..a imaginar que posso não ter mais aquilo de novo...que esse amor baterá a minha porta somente uma vez...para me curar...para me renovar..cobrir minhas belas cicatrizes... e eu por medo de tal dedicação me refreio aceita-lo e até peco por negá-lo...mas ajoelho no chão e volto atrás...por que sim..sou covarde...sou pequena...mas amo.sei que amo.e amo muito.e por tanto amar...tenho que desejar também esse amor...que me invade e que embora pareça não ser o meu número me calça tão bem que parece que foi feito sob medida e quem dirá que não?! e vivo assim a imaginar e concretizar...sonhando e querendo...sentindo meu coração palpitando tanto que até parece que vou te ver na próxima esquina...e brilho como uma verdadeira estrela...que por infinita cadência...não consegue esconder suas emoções...feliz com tanta coisa boa dentro do peito que tenho até medo de me mexer ou pensar...ou andar e deixar escapar essa fina sintonia que faz música aos meus ouvidos dizendo..gritando de tanta felicidade...por que não é simples estado de graça..é residência...moradia... não são só sinais, não é delírio de uma mente que não pára...não é sonho...É hora de cuidar de ser feliz.
E entre um som e uma melodia eu canto nossa trilha...para não esquecer o que se viveu e ainda se vive e quem sabe que quer tanto e tanto se viverá...mergulho nossos sonhos em canções para melodiar uma estrada e nossas pegadas...e me entrego a viver e contemplar sejam segundos...minutos...dias...meses ou anos...todos ao teu lado.

"Plenitude é quando a vida cabe no instante presente sem aperto e a gente desfruta o conforto de não sentir falta de nada."
(Ana Jácomo)