''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


29 de junho de 2009

(...)


...por que há coisas que precisam ser ditas e outras que bastam ser sentidas...por que há coisas guardadas nas entrelinhas e outras tão claras...não precisam de explicação..não suportam som...tão pouco existem...esquecidas...refreadas...presas...mas vivas.

Inerte...precisa de dicionário?..vai lá eu espero...não se mata o que já morreu...nem o que nem existiu...mas o que é vivo...não morre..adormece...cala-se...mas vive.

Não ouso desperdiçar letras..nem pronomes empregados...tão pouco línguas...basta ser...reviver...por que há coisas que não precisam ser ditas...só sentidas.
Sofia...teve um ótimo dia...quem dera todos fossem assim...

26 de junho de 2009

Sofi diz: lembrar faz bem...

È cada coisa estranha que acontece na nossa vida que a gente não entende..fica tão indignado com aquilo, coloca todas as suas concentrações numa estória absurda que mal para pra pensar por que é mesmo que ta acontecendo isso?...quem consegue enxergar logo de cara se dá bem...mas quem não consegue sofre...tanta coisa pra aprender...faz parte desse tal crescimento que você entenda que não pode fugir dos seus problemas, eles vão atrás de você aonde quer que você vá....que precisa calar de vez em quando pra ouvir aquela vozinha aqui dentro...que as pessoas vão te magoar e nem sempre você precisa perdoar afinal de contas você não é Deus....que errar é humano, mas ningém pensa nisso na hora....que pra amar basta se abrir..que homenagem não se faz só pra quem morre...que as pessoas mudam e você precisa aceitar isso...afinal você também muda, mas lembrar faz bem quer vê?...sentir saudades de vez em quando de momentos lindos que marcaram sua vida é terapia...daquela casa..daquela galera...da batida da Duda de framboesa...do amiguinho lindo que só ouve um tipo de música no mp3...das briguinhas bobas que já diziam alguma coisa...da amiga que ainda usava óculos...da rede que sumiu e de quem dormiu no colchão que era só chão mesmo...das coisas que nunca mais vão se repetir..e parar de insistir em repetir...entender que não dá...lembrar do que dá vontade de chorar....do que dá vontade rir....do cheiro daqueles dias...do vento que até podia fazer a curva ali... mas batia mais forte...dos dias de verão que chuveram, mas ninguém ligou...daquele cantinho...como era o nome mesmo?preocupa....sei lá....era lá mesmo...eles ficaram lá...se eternizaram lá...ninguém voltou igual...tudo mudou....mas eu ainda acho que discutir relação é muito chato..deixa rolar...não dá realmente pra mudar o que a gente sente..mas dá pra fazer alguma coisa a respeito...que todo mundo tem direito a uma anatomia...do que quiser...e que esse post pode parecer um desabafo, mas não é...são vários.
Olhando pra pulseirinha no meu braço.

20 de junho de 2009

não me ensinaram isso na escola...


''Ensinam muitas coisas as garotas.
Se uma cara bate em você ele gosta de você.
Nunca tente aparar a própria franja.
E, um dia você vai conhecer um cara incrível e ser feliz pra sempre.
Todo filme e toda história implora pra esperarmos por isso.
A reviravolta no terceiro ato.
A declaração de amor inesperada.
A exceção á regra.
Mas as vezes focamos tanto em achar o nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais.
A diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer.
Entre os que vão ficar e os que vão te deixar.
E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível...talvez seja você...sozinha...recolhendo os cacos e recomeçando.
Ficando livre para algo melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente, ou talvez o final seja isto, saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda vergonha e todo o constrangimento você nunca perdeu a esperança.''

( trecho do filme 'ele não está tão afim de você')

13 de junho de 2009

da menina que têm um gelo no lugar do coração...


Um dia alguém me disse que até mesmo as rosas tem espinhos, é claro que eu sabia, já tinha visto...mas ainda não tinha olhado.Parando pra fazer uma refelxão...percebi que coisa mais paradoxa...como algo tão lindo e delicado pode ao mesmo tempo machucar,ferir?...então percebi que a vida é assim mesmo...pior, me vi. Autoritária.."quase uma ditadora"..."o diabo veste prada"...e fico me perguntando como posso ser tão gelada pra certas coisas...como eu consigo colocar tanta coisa pra dentro, mas ter tanta dificuldade de colocar pra fora...quem me vê por fora não consegue imaginar como estou por dentro...as vezes destroçada...mas brilhante e contemplando a vida por fora...amando e suspirando amor, eu sei amar e sei mesmo, sei dar amor e sei receber, o mais importante...amor se ganha, se recebe, da de presente...amor não se exige, não se impõe, nem se mendiga...é nisso que acredito,meu erro não é esse...sou uma amante a moda antiga que ainda gosta de flores e admira pequenos gestos...que não tem receio de parecer estúpida e nem tem medo de dizer que ama...e o que não entendo é justamente isso...como posso ir de um extremo ao outro...sofrendo em um pequeno pedacinho dentro de mim...quase invísivel..até pra mim...vai entender...embora um milhão de coisas passe pela minha cabeça...preciso ajeitar...organizar pra não me perder entender que há dois lados de tudo isso, o que me faz mal e o que me beneficia e a linha que separa os dois é quase nada...aprender a mostrar o que me dá tanto trabalho pra esconder...afinal...sofrer não é sinônimo de fracasso é prova de que estou viva...mas isso é aos poucos...um degrau de cada vez...não é humilhante sofrer...o que é humilhante é fazer os outros sofrerem por que você não tem prazer suficiente na sua vida e precisa 'chutar cachorro morto' pra se sentir bem... isso sim é triste...digno de pena. Assim vou vivendo...tentando entender o que faço com tanta confusão, ao menos admitindo quem sou e sabendo que se faço mal é só pra mim...que não seria justo desejar e fazer aos outros o que não quero receber...assim vou escrevendo no meu espaço meu conflito com meu mundo e o que fica em volta dele...começando quem sabe, abrir uma brechinha nesse gelo.

10 de junho de 2009

Como explicar?


Ontem depois de assistir pela....sei lá...perdi a conta de tantas vezes que eu assisti esse filme (...)Mas o que importa é que toda vez eu choro e choro muito...não entendo?Não sou de chorar em filme e nem em livros, sou até bastante resistente...mas só lembrar o titulo dele já me da um aperto terrível no peito e a bobalhona se desmancha...mas o que realmente me intriga é o fato de que...

quando não quer gritar, tapa a boca e não grita...

quando não quer sentir um cheiro, aperta o nariz e não sente...

quando não quer ouvir, coloca as mãos no ouvido e não ouve...

e quando NÃO quer chorar faz o que???


um post com adoçante!

7 de junho de 2009

e mais uma vez penso e despenso você...

È este terrível silêncio que me assombra...o vazio dos dias e da espera incansável de ter-te em meus pensamentos outra vez...por que não ouso tê-lo em minha vida.Por motivos inutéis e solúveis...esses que a gente inventa porque por não ter o que dizer ou tem medo do que fazer...mas a espera é imperdoavél é quase massacrante e não mosta saída...não há o que esperar...e o que ainda existe quase não sustenta...não sacia...dissolve aos poucos e cada gota se perde sem volta...
Saudades...
do cheiro...
do medo...
do gosto...
daquela boca...
do toque...
do frio...
da escuridão...
da baladinha imoral...
da tua blusa no varal...
da cama desfeita...
do pouco que foi muito...
da indiferença do teu olhar...
de tudo que existe e do que nem existiu.

“Um silêncio…
Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.”

[Mário Quintana]

3 de junho de 2009

Me pergunte depois...


"...Queria guardar os meus sonhos numa caixinha para poder usá-los quando estivesse mais triste."

- Lucy