
Menininha estranha...ora feliz,sorridente,carinhosa...ainda carente.Ora triste, sozinha,cheia de si,que vive procurando refúgios em cantinhos inventados.
Menininha estranha, doce Alice, ouve canções com injeção de ânimo, e auto-estima parece até um livro de auto-ajuda de cabeceira... Debaixo de seu cobertor cor-do-que-já-foi-laranja... hoje é um pardo amerlinho...ainda tem flores coloridas...busca um abraço,uma presença,calor,talvez um quixotismo..serve!...quem sabe 1+1?!
Mas logo se levanta, pula da cama, descobri-se, deixa suas agonias e a falta de ar, busca as companheiras, ela ainda têm as bonecas de pano que se parecem tanto com ela, lindas, pintadas a mão, babados e vestidos de seda tão perfeitinhas que parecem indefectíveis, ate parecem feitas só pra ela... e são mesmo.Ela brinca e brinca e o tempo passa..e brinca e finge brincar e cansa-se de fingir...chega a hora em que o que era bastante,não suporta mais...
Mas Alice precisa sair dos contos, ela não vai ser uma menininha pra sempre.
Mas Alice precisa sair dos contos, ela não vai ser uma menininha pra sempre.
Alice tem que crescer. As brincadeiras perdem a graça, ficam chatas e sérias os dias são enfim e por fim e então compreendidos, não mais tão fáceis, servem pra alguma coisa, os ponteiros do relógio do coelho já acusam a hora de acordar a manhã toda...
E o que ela resolve?Ela escolhe crescer?ou ela só é obrigada a fazer Isso?e se for qual o prazer e o deleite de viver?
Outro País... ela foge, vive fugindo...deixa pra depois...inventa dor de barriga...arruma outro cantinho pra brincar e lá de novo ela é sente-se feliz...é uma menininha estranha outra vez que fala e faz do amor a sua eterna busca..ah o amor!...isso sim...não tem medo do caminho,dos obstáculos,das aventuras,mas temi desesperadamente e também estupidamente-admitido por ela – que não exista mas onde se refugiar e ela precise crescer
Outro País... ela foge, vive fugindo...deixa pra depois...inventa dor de barriga...arruma outro cantinho pra brincar e lá de novo ela é sente-se feliz...é uma menininha estranha outra vez que fala e faz do amor a sua eterna busca..ah o amor!...isso sim...não tem medo do caminho,dos obstáculos,das aventuras,mas temi desesperadamente e também estupidamente-admitido por ela – que não exista mas onde se refugiar e ela precise crescer
...deixar de ser a menininha estranha...e torna-se comum.







