

Nosso tempo unilateral... que só se direciona pra aquele caminho que no momento parece ser o mais difícil...mas de uma hora pra outra deixa de ser pastel pra ficar bem arco-íris...fui lá abri a geladeira e peguei um docinho de chocolate..pra deixar este post mais açucarado, parei com nostalgia..agora tudo é só alegria..ih até rimou...vou parar com rimas!
Vou falar sem me explicar e sem rimar...
Deve ser medo...medo de começar a aceitar a felicidade...será ela mesmo?...ou talvez seja apenas um desespero tão grande de ter alguém ao seu lado, as vezes prefere explodir com tudo, antes que comece a sentir o medo de verdade, medo de se apaixonar, antes de ouvir o que não quer...lembrei do docinho...engolir de uma só vez como um docinho...cheio de açúcar e irresistivelmente doce...talvez a auto sabotagem seja uma forma agressiva de auto defesa..defender de que?De saber que o tempo escorre entre os dedos e que um dia o fim é inevitavel...que fingir pouca importância é mais fácil pra derrota...que é tão atemorizante imaginar uma falta do que a própria...que se eu pudesse não teria amado tanto pra não sentir esse aperto e essa sufucante falta de ar...que qualquer coisa que eu escreva aqui pra desfazer ou amenizar ou até explicar..é besteira. Andei tentando praticar minha racionalidade... não ser tão sentimental...mas eu nunca fui...uva passa...
Passa tempo, passam horas e tudo ali...se encontra, se solidifica, se entrelaça e não vejo a hora de fechar os olhos e contar pra eles que eu vivi...mesmo os dias tristes na porta de casa, mesmo encarando de frente que a velhice é uma consequência da vida e da morte e não dá pra pular essa parte, eu não pularia...quero envelhecer meus anos e olhar pra trás com saudade, que quem faz o nosso arco-íris colorido somos nós...que esse medo é natural, é carnal, é humano...se não for...o que mais pode ser?
(Gotinhas de deletérios pululantes...sem noção...sem razão e sem rimas.)



