''Me exponho para que nada se imponha dentro de mim''


20 de junho de 2009

não me ensinaram isso na escola...


''Ensinam muitas coisas as garotas.
Se uma cara bate em você ele gosta de você.
Nunca tente aparar a própria franja.
E, um dia você vai conhecer um cara incrível e ser feliz pra sempre.
Todo filme e toda história implora pra esperarmos por isso.
A reviravolta no terceiro ato.
A declaração de amor inesperada.
A exceção á regra.
Mas as vezes focamos tanto em achar o nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais.
A diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer.
Entre os que vão ficar e os que vão te deixar.
E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível...talvez seja você...sozinha...recolhendo os cacos e recomeçando.
Ficando livre para algo melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente, ou talvez o final seja isto, saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda vergonha e todo o constrangimento você nunca perdeu a esperança.''

( trecho do filme 'ele não está tão afim de você')

13 de junho de 2009

da menina que têm um gelo no lugar do coração...


Um dia alguém me disse que até mesmo as rosas tem espinhos, é claro que eu sabia, já tinha visto...mas ainda não tinha olhado.Parando pra fazer uma refelxão...percebi que coisa mais paradoxa...como algo tão lindo e delicado pode ao mesmo tempo machucar,ferir?...então percebi que a vida é assim mesmo...pior, me vi. Autoritária.."quase uma ditadora"..."o diabo veste prada"...e fico me perguntando como posso ser tão gelada pra certas coisas...como eu consigo colocar tanta coisa pra dentro, mas ter tanta dificuldade de colocar pra fora...quem me vê por fora não consegue imaginar como estou por dentro...as vezes destroçada...mas brilhante e contemplando a vida por fora...amando e suspirando amor, eu sei amar e sei mesmo, sei dar amor e sei receber, o mais importante...amor se ganha, se recebe, da de presente...amor não se exige, não se impõe, nem se mendiga...é nisso que acredito,meu erro não é esse...sou uma amante a moda antiga que ainda gosta de flores e admira pequenos gestos...que não tem receio de parecer estúpida e nem tem medo de dizer que ama...e o que não entendo é justamente isso...como posso ir de um extremo ao outro...sofrendo em um pequeno pedacinho dentro de mim...quase invísivel..até pra mim...vai entender...embora um milhão de coisas passe pela minha cabeça...preciso ajeitar...organizar pra não me perder entender que há dois lados de tudo isso, o que me faz mal e o que me beneficia e a linha que separa os dois é quase nada...aprender a mostrar o que me dá tanto trabalho pra esconder...afinal...sofrer não é sinônimo de fracasso é prova de que estou viva...mas isso é aos poucos...um degrau de cada vez...não é humilhante sofrer...o que é humilhante é fazer os outros sofrerem por que você não tem prazer suficiente na sua vida e precisa 'chutar cachorro morto' pra se sentir bem... isso sim é triste...digno de pena. Assim vou vivendo...tentando entender o que faço com tanta confusão, ao menos admitindo quem sou e sabendo que se faço mal é só pra mim...que não seria justo desejar e fazer aos outros o que não quero receber...assim vou escrevendo no meu espaço meu conflito com meu mundo e o que fica em volta dele...começando quem sabe, abrir uma brechinha nesse gelo.

10 de junho de 2009

Como explicar?


Ontem depois de assistir pela....sei lá...perdi a conta de tantas vezes que eu assisti esse filme (...)Mas o que importa é que toda vez eu choro e choro muito...não entendo?Não sou de chorar em filme e nem em livros, sou até bastante resistente...mas só lembrar o titulo dele já me da um aperto terrível no peito e a bobalhona se desmancha...mas o que realmente me intriga é o fato de que...

quando não quer gritar, tapa a boca e não grita...

quando não quer sentir um cheiro, aperta o nariz e não sente...

quando não quer ouvir, coloca as mãos no ouvido e não ouve...

e quando NÃO quer chorar faz o que???


um post com adoçante!

7 de junho de 2009

e mais uma vez penso e despenso você...

È este terrível silêncio que me assombra...o vazio dos dias e da espera incansável de ter-te em meus pensamentos outra vez...por que não ouso tê-lo em minha vida.Por motivos inutéis e solúveis...esses que a gente inventa porque por não ter o que dizer ou tem medo do que fazer...mas a espera é imperdoavél é quase massacrante e não mosta saída...não há o que esperar...e o que ainda existe quase não sustenta...não sacia...dissolve aos poucos e cada gota se perde sem volta...
Saudades...
do cheiro...
do medo...
do gosto...
daquela boca...
do toque...
do frio...
da escuridão...
da baladinha imoral...
da tua blusa no varal...
da cama desfeita...
do pouco que foi muito...
da indiferença do teu olhar...
de tudo que existe e do que nem existiu.

“Um silêncio…
Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.”

[Mário Quintana]

3 de junho de 2009

Me pergunte depois...


"...Queria guardar os meus sonhos numa caixinha para poder usá-los quando estivesse mais triste."

- Lucy

No coração e no sangue












Á vocês que me proporcionam as lembranças mais lindas da minha infância...
Á vocês que cresceram ao meu lado...
Á vocês que são insubstituíveis...
Á vocês que são o passado,presente e futuro na minha vida...
Á vocês que são mais que meu sangue.

29 de maio de 2009

Alice sem conto e sem prosa



Menininha estranha...ora feliz,sorridente,carinhosa...ainda carente.Ora triste, sozinha,cheia de si,que vive procurando refúgios em cantinhos inventados.
Menininha estranha, doce Alice, ouve canções com injeção de ânimo, e auto-estima parece até um livro de auto-ajuda de cabeceira... Debaixo de seu cobertor cor-do-que-já-foi-laranja... hoje é um pardo amerlinho...ainda tem flores coloridas...busca um abraço,uma presença,calor,talvez um quixotismo..serve!...quem sabe 1+1?!
Mas logo se levanta, pula da cama, descobri-se, deixa suas agonias e a falta de ar, busca as companheiras, ela ainda têm as bonecas de pano que se parecem tanto com ela, lindas, pintadas a mão, babados e vestidos de seda tão perfeitinhas que parecem indefectíveis, ate parecem feitas só pra ela... e são mesmo.Ela brinca e brinca e o tempo passa..e brinca e finge brincar e cansa-se de fingir...chega a hora em que o que era bastante,não suporta mais...
Mas Alice precisa sair dos contos, ela não vai ser uma menininha pra sempre.
Alice tem que crescer. As brincadeiras perdem a graça, ficam chatas e sérias os dias são enfim e por fim e então compreendidos, não mais tão fáceis, servem pra alguma coisa, os ponteiros do relógio do coelho já acusam a hora de acordar a manhã toda...
E o que ela resolve?Ela escolhe crescer?ou ela só é obrigada a fazer Isso?e se for qual o prazer e o deleite de viver?
Outro País... ela foge, vive fugindo...deixa pra depois...inventa dor de barriga...arruma outro cantinho pra brincar e lá de novo ela é sente-se feliz...é uma menininha estranha outra vez que fala e faz do amor a sua eterna busca..ah o amor!...isso sim...não tem medo do caminho,dos obstáculos,das aventuras,mas temi desesperadamente e também estupidamente-admitido por ela – que não exista mas onde se refugiar e ela precise crescer
...deixar de ser a menininha estranha...e torna-se comum.